quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A todos...

fonte: google imagens (fotomontagem pelo autor, texto do autor)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Faço anos...

Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida....

Não vou fazer uma festa pelo facto do horticularidades ter surgido há precisamente um ano atrás, mas fico feliz por ele ainda continuar a existir. Nem sempre com a regularidade pretendida, mas existe...
O balanço de um ano de existência terá de ser feito, mas não o vou fazer, vou deixar, para não ser juíz em causa própria, que seja quem quiser. Neste ano fiz 36 publicações e tive 18800 e tal visitas, o que dá uma média de 3 publicações por mês e cerca de 52 visitas por dia... fico feliz!
Aproveito para reforçar que este blog também existe para vocês. Caso queiram enviem-me artigos para serem publicados em vosso nome que terei muito gosto em o fazer e sempre é uma forma de me ajudarem a construir um mundo agrícola melhor.. continuem também a comentar, só assim terei força para continuar.
Resta-me agradecer a todos, em especial ao meu amigo MArques, que me ajudou a construir este espaço e me deu dicas fabulosas...
Feliz natal a todos e tudo de bom, são os votos do horticularidades.
Até jáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Jorge Carvalho

domingo, 14 de novembro de 2010

BANCO DE TERRAS...


O banco de terras está na ordem do dia pelo facto de o BE ter feito uma proposta nesse sentido, de o Eng. Martino ter colocado uma petição on-line e pelo facto do País estar a precisar de dar de comer a quem perdeu o emprego..., a quem já nada lhe resta a não ser a esperança infundada na agricultura, que, à escala familiar, pode até ser que resulte...

Bem, eu concordo com o banco de terras, até porque há cerca de 5 anos me tornei Jovem Agricultor através de um projecto de investimento ao IFAP, projecto esse que necessitava de uma área de cerca de 3 ha. Ora não só tive dificuldade em arranjar a área como a que arranjei foi a um preço elevado, num sítio que em termos geocomerciais não foi dos melhores e em termos edafoclimáticos também não, mas, na insane lucidez do momento, embarquei pelo mar de espinhos e agora percorro o caminho cheio de feridas que brotam sangue que me invade a alma...

Se o banco de terras já tivesse sido posto em prática, e relembro que todas estas ideias não são novas, antes pelo contrário, já andam em conversas de cafés e encontros mais ou menos formais desde que se começaram a meter projectos de investimento e se começou a sentir o problema que os jovens empresários tinham em angariar terras, então a minha amargura do momento seria bem mais pequena - desta forma concordo com o banco de terras, ponto final!

Na TSF passou, no Forúm, um debate sobre o tema e por lá andaram ideias fantásticas e outras tantas de gente que nada sabe de agricultura, mas, como sempre, o saldo é positivo, pois a TSF já nos habituou a grandes debates e muito tem contribuido para as mudanças de certos paradigmas, pelo que o Horticularidades desde já saúda tal estação de rádio e , particularmente, o espaço de debate que diáriamente é promovido- bem haja!

Nesse Fórum, ouvi falar o Eng. José Martino, pessoa pela qual nutro particular estima e que por intermédio deste espaço aproveito para felicitar pela iniciativa da petição on-line. Eu já assinei - força pela convicção- bem haja Martino!
Do BE ouvi a ideia geral da proposta e tb com ela concordo...

Vamos agora dissecar o "banco":

será o banco de terras mais um goro neste país de promessas? Se for, fica tudo igual (nada que nos surpreenda), e mais uma vez diremos à boca larga que os políticos são todos iguais, isto é, aldrabões e hipócritas- aldrabões pois desde o 25 de Abril que já prometem isto; hipócritas porque desde o 25 de Abril que são sempre os mesmos!;
Se não for uma falácia, veremos se o banco de terras, que tem as melhores intenções, não vai arrancar da pior maneira, tipo, criar logo mais uma empresa pública com gestores de milhões para gerir uma coisa que o ministério da agricultura pode gerir com os técnicos que possuem - sem gastos adicionais, portanto!;
O banco de terras vai arrancar sem o devido emparcelamento? É que se vai eu não concordo pois isso em nada contribui para uma agricultura moderna, rentável e sustentável e segura (esta parte do segura depois explico...);
o banco de terras vai ser disponibilizado a pessoas com formação e informação que se vão reger pelas mesmas regras da exigência, da fiscalização que os demais que por cá andam ou vai ser para amadores incautos que de repente ficaram sem dinheiro para ir ao supermercado comprar os que os agricultores produzem com qualidade, com confiança, com segurança..., amadores esses que passam a fazer uma agricultura cuja produção se destina a alimentar a familia e meia dúzia de amigos (que por sinal também são gente que merece ter segurança alimentar);
o banco de terras vai ser para impedir as importações dos produtos em falta ou vai ser para produzir mais do mesmo e continuar a encharcar mercados e os bens que realmente escasseiam ninguém os vai continuar a produzir?;
o banco vai ser para projectar a economia nacional, para desenvolver a agricultura ou vai ser para desresponsabilizar os ministérios e os gorvernos e governantes das suas verdadeiras funções? - promover políticas nacionais que fortaleçam o sector primário e com ele a economia...

O banco de terras que venha e nós agricultores presentes e futuros diremos sim, mas que com ele venha também uma orientação nacional para aquilo que se quer e de uma vez por todas que se faça uma política nacional séria em termos agrícolas e não esta palhaçada a que temos assistido desde o 25 de Abril... Volta Salazar que nós clonamos-te e colocamos um por concelho... ah, já me esquecia, estás perdoado, não pelas tuas maldades, mas pelas maldades dos actuais que em boa verdade são bem mais malignas que as tuas!
imagem: web

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

VALORFITO


Decorre durante o mês de Outubro de 2010 o 2ºperíodo de recolha das embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

VINDIMAS... PARTE 3

Depois de no último texto sobre o assunto (vindimas, parte 2) ter falado da determinação da época de colheita, vou agora dedicar algumas linhas à higiene que é necessário ter nas adegas e lagares com todos os utensílios e equipamentos que contactam com a matéria prima, com os mostos e com os vinhos.
Desde a colheita até ao engarrafamento há que preservar as qualidades potenciais da produção. Uvas, mostos e produto final não deverão sofrer alterações nas suas qualidades fisico-químicas e organolépticas.

Normas de higiene a observar:

- eliminar a presença de sujidade e eliminar os agentes patogénicos;

- utilização de recipientes inertes por forma a não adulterar as qualidades organolépticas;

- utilizar sempre água potável, se possível vapor de água, em todas as superficies e recipientes que entram em contacto com o produto vinícola.

(clique na imagem)

Há muito outro material tais como bombas, tubagens, cubas, aferidores, válvulas, etc, que merecem particular atenção. Não deveremos assumir que um único produto serve para todas as operações, pelo que em cada acto de higienização há que escolher o produto detergente ou desinfectante que melhor se adequa.

Assim, teremos em conta 4 tipos de produtos base:

água - a legislação impõe a utilização de água potável;

agentes de superfície - que servem para destacar manchas;

detergentes - solubilizam e degradam as manchas;

desinfectantes - reduzem a população microbiana temporáriamente.


Hoje o mercado oferece uma vasta gama de todos este produtos, por isso não será difícil adquirir qualquer um deles nas lojas da especialidade.

Ter o cuidado especial de nunca deixar água parada nas tubagens, bombas ou recipentes e fazer circular por estes compenentes com uma certa regularidade soluções desinfectantes.


Relativamente aos materias de metal que entram em contacto com as uvas e mosto (esmagadores, prensas, pás, ancinhos, etc), será conveniente utilizar uma tinta isolante (disponível nas lojas da especialidade) e pintar esses componentes por forma a não transmitir certos gostos ao mosto. Em alternativa, poderemos nós preparar uma mistura de goma laca (40 g) com álcool (75 ml).

(clique na imagem)

Todas as vazilhas onde o mosto irá fermentar e posteriormente onde será armazenado o vinho têm de estar limpas.

Poderemos ter vasilhas de plástico, madeira, inox e cimento.
É necessário eliminar o tártaro que se vai depositando nas paredes das vasilhas. Esta operação pode ser feita todos os anos ou a intervalos de 2 a 3 anos (usada nas cubas de betão). Nas cubas inox será feita em cada nova utilização da mesma.
As vasilhas deverão depois de limpas serem bem secas e em caso de vasilhas de madeira será conveniente mechar, isto é, queimar enxofre em pó dentro das mesmas, para eliminar fungos causadores de bolores.
Quando as vasilhas são novas será conveniente lavá-las antes de cada utilização com o recurso ao tratamento pelo sal ou pela cal viva.

(Clique na imagem)
(clique na imagem)
(clique na imagem)
Assim, com estes cuidados básicos de higiene nas adegas e lagares e com todos os materiais que irão entrar em contacto com a matéria prima, mosto e vinho, poderemos ter a certeza que o nosso produto final não será adulterado e a sua qualidade, para além das apuradas técnicas de vinificação, estará relacionada de forma intrínseca com a qualidade das uvas, e nada mais.

Boas vindimas!

imagens do livro ABC da Vinificação

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Da Janela do meu quarto....



Um fósforo na mão de um incauto pode ser o prelúdio do naufrágio de uma Nação!

Abro a janela e o que outrora era verde, não passa de um mar de chamas que será uma paisagem negra e sórdida no dia de amanhã.

Serão causas naturais ou actos criminosos ou descuido típico de uma churrascada?

As primeiras existem, claro, mas quando um incêndio começa pelas horas calmas da madrugada, fico logo sem argumentos para atribuir esse fogo a essa causa; as segundas, bem, onde pára a justiça?; e as últimas, resultantes de todo o tipo de descuido, só pode ser por falta de sensibilidade e sensibilização...

Olho com tristeza as notícias dos responsáveis quando dizem que os meios são eficazes, que cada vez há mais meios, que está tudo a correr bem, blá, blá, blá.

De facto nada disso é verdade, pois nada está a corre bem! Desde que o país arda, nada poderá correr bem, nada mesmo!

No tempo da outra senhora, que muitos vociferam só de ouvir falar, pois logo se alevantam fantasmas relacionados com questões pontuais (pessoais) mas que se transformam em questões globais, nada disto acontecia. Havia incêndios? Sim, claro, mas em pequena escala e com prejuízos económicos, ambientais, ecológicos e sociais aceitáveis e toloráveis, coisa que hoje não acontece.

No tempo dessa dita cuja, havia uma proliferação de casas florestais onde habitavam os guardas com as suas famílias que patrulhavam, reflorestavam, ordenavam, e tomavam nota das anormalidades que eram prontamente comunicadas à tutela que agia em tempo útil (isto nos tempos em que a tutela era útil).

No tempo dessa senhora, o ordenamento do território era outro. As matas estavam limpas, e os prevaricadores pensavam duas vezes antes de o serem.

Agora, ao abrigo de desculpas mil, de desculpas em prol de uma geração de cristal, delapidamos um património que levará séculos a ser restituído. Os governantes deste país, ainda não conseguiram perceber que os prejuízos são muito superiores aos custos da prevenção, da sensibilização, do ordenamento dos povoamentos floretais, da vigilância e fiscalização desses mesmo povoamentos florestais.

Há vigilância? Sim, mas deficitária (pelos vistos no parque Nacional Peneda-Gerês os vigilantes tinham de pagar dos seus bolsos o acto de vigilância)!

Ordenamento? Uma vergonha (resinosas a torto e a direito)

Sensibilização? Meia dúzia de cartazes nas rotundas das vilas? Não chega!

Há que criar estruturas no ministério da agricultura para ordenar e se não o sabem fazer deixem que as associações os façam, basta para isso que lhes dêem meios físicos e económicos;

O Exército em vez de andar a apagar outros fogos no Iraque, Bósnia e outras paragens, que vão patrulhar as matas, armados até aos dentes com ordem para deter quem prevarica;

Nas escolas, que haja sensibilização desde o 1º ano e se prolongue para o resto da vida escolar e nos acompanhe até ao caixão;

Matas limpas à custa do rendimento mínimo e do subsídio de desemprego;

ATL´s Agroflorestais como forma de sensibilizar, educar, prevenir e agir;

Justiça. Que esta seja feita de forma célere e dissuasora de actos criminosos, principalmente estes;

Restituição às florestas da figura de guarda florestal, com o papel que tinham no tempo da senhora (da tal que ninguém quer ouvir falar...)

Contas bem feitas, verão que os custos associados serão bem menores que os prejuízos da madeira ardida, do combustível gasto nas operações com bombeiros e aviões, do aluguer de equipamento, das questões ambientais (erosão, poluição) ecológicas (espécies que desaparecem), sociais (vidas humanas que se perdem, económicas (turismo, bens)....

Ora somem lá isso e digam para que lado pende a balança. Se a isto associarmos o aumento do número de postos de trabalho, vale mesmo a pena evitar a todo o custo que arda, porque por muito elevado que este seja, é sempre muito menor que o custo associado à perda de um património de valor inestimável!

Por isso, senhores governantes, deixem o discurso demagogico, fácil e incompetente e passem à acção que é para isso que nós vos pusemos aí!

Até lá, só daqui a quinze ou mais anos é que volto a ver o verde que sempre vi da janela do meu quarto!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Workshop de Formadores de APF e Mecanização

Resultado de um projecto inovador, foi apresentado em Santarém no passado dia 2 de Agosto, no pavilhão da CONFAGRI (CNEMA), o manual de aplicação de produtos fitofarmacêuticos que não é mais do que um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por uma equipa de formadores na área da aplicação de produtos fitofarmacêuticos (APF), desde 2007.
O anterior manual, com as novas exigências da UFCD 6281, deixou de dar uma resposta adequada à formação dos cursos de APF (aplicação de produtos fitoifamacêuticos). Este manual teve a necessidade de ser reestruturado no sentido de se adaptar às novas exigências da UFCD 6281 que é a que habilita os agricultores e outros aplicadores para a prática da aplicação de PF.
Temos assim um manual com mais conteúdo, abordando novas temáticas, elaborado de forma clara e seguindo uma sequência lógica no âmbito da formação em sala e em campo.
Cada tema está estruturado da seguinte forma:
Objectivo geral do tema;
Objectivo específico;
Enquadramento e justificação;
Desenvolvimento temático.
Pela forma como está estruturado, desenvolvido e pelos contributos de dezenas de formadores que foram sendo dados à equipa técnica, é sem dúvida um manual único no panorâma nacional.
Este manual será o Recurso Técnico Pedagógico, que será a base de todas as acções de aplicação inseridas no plano integrado de formação da CONFAGRI.
No Workshop do passado dia 2 foi também apresentada a estrutura base do manual dos cursos de Mecanização Base e Condução de Veículos Agrícolas Categiria III (OMA).
Para visualização das fotos com painel de oradores:
http://www.confagri.pt/Pages/LinhaCreditoPME2009.aspx

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Armazenamento de produtos Fitofarmacêuticos nas Explorações Agrícolas

Depois de no último tema ter abordado a questão do transporte de produtos fitofarmacêuticos (PF) vou, tal como prometido, desenvolver o tema de armazenamento de PF na exploração agrícola.
O DL 173/2005 de 21 de Outubro, no seu artigo 18, estipula as regras de armazenamento nas explorações agrícolas e nas empresas de prestação de serviços.
Este tema é de particular relevância uma vez que nas nossas explorações existem animais e pessoas (particular atenção às crianças) e também uma forte componente ambiental. Há que preservar todas as partes envolvidas.

Assim, devem ser respeitados os seguintes procedimentos:

•Local de armazenamento limpo e desimpedido de objectos que possam condicionar a acção e/ou provocar acidentes;

•PF separados por classes, isto é, os herbicidas deverão estar numa prateleira, insecticidas noutra e fungicidas noutra, de modo a evitar confusões que podem levar a trocas que podem ser graves na altura da aplicação; Também se deveráo coocar os PF sólidos em cim a e líquidos por baixo (por causa dos derrames acidentais).


· Local de armazenamento com chão impermeável e afastado pelo menos 10 m de cursos de água, poços, valas ou nascentes para evitar a contaminação das águas superficiais ou subterrâneas

· Os PF devem ser guardados em locais isolados, armários ou compartimentos, devidamente sinalizado para impedir o acesso de crianças.



Fonte: Ministério da Agricultura



· No local de armazenamento deve existir sempre material absorvente, para colocar em caso de derrames de PF líquidos, bem como, uma vassoura e uma pá. Nunca usar água na limpeza dos derrames por forma a evitar que o mesmo se espalhe.

Fonte: ANIPLA

· O local de armazenamento deverá ser seco e não demasiado quente para evitar o deterioramento das embalagens e do produto nelas contido;

· O local de armazenamento deverá dispor de uma ventilação adequada, se possível natural, ou auxiliada por uma ventilação forçada;

· O local de armazenamento deve ser de acesso reservado a pessoas habilitadas para o seu manuseamento e dispor de equipamentos tais como um extintor e EPI ( equipamento de proteção individual)à parte dos PF.
Fonte: http://www.marne.chambagri.fr/index/action/page/id/272/cat/1/ref/270


. Manter sempre os PF na sua embalagem original e com o rótulo em bom estado pois é a única forma de saber qual o PF que manipulamos. As embalagens dos PF são muito idênticas e muitas delas são mesmo iguais e o rótulo é o único elemento de identificação da mesma.
Fonte: www.cb.sc.gov.br/ccb/dicas_seg/imagem/segura1.jpg

· Deve estar junto dos produtos o nº dos bombeiros, hospital, centro nacional anti-venenos - CIAV(808 250 143) 24 horas por dia.

· O local de armazenamento deve ter acesso fácil a pontos de água para descontaminações pontuais. Se não tiver uma saída de água pelo menos um recipiente com água limpa.

Como o armazenamento de produtos fitofarmacêutico leva à existência de stocks criar o hábito de fazer uma boa gestão dos mesmos.
Assim, aconselha-se:
· Não comprar quantidades exageradas em relação às necessidades;
· O primeiro produto a entrar é o primeiro a sair, ou seja, gastar sempre os produtos mais antigos na exploração.


São regras básicas e fáceis de colocar em prática que benefiaciam todos os compartimentso do ambiente, a sáude de quem manuseia e de quem se movimenta na exploração agrícola.

De lembrar que os PF são produtos químicos perigosos e devem ser encarados como tal, não com medo mas com o cuidado e responsabilidade que os mesmo exigem, por isso o cumprimento das normas é obrigatório e a leitura do rótulo também.

O que fazer com as embalgens vazias de PF será o assunto do próximo tema sobre este contexto!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Transporte seguro de PF

Estamos em plena campanha onde os consumos de Produtos Fitofarmacêuticos (PF´s) atingem por certo o pico de utilização nas mais diversas culturas. É por isso necessário fazer a sua aquisição no ponto de venda, mas é também fundamental que o seu transporte até à exploração e na exploração seja feito de acordo com as regras de segurança, tanto para o homem como para o ambiente.
O transporte de mercadorias perigosas por estrada é alvo de uma legislação específica (RPE) e os condutores dos veículos têm de possuir carta ADR, mas, no caso de pequenas quantidades as regras são simples e as normas a adoptar estão ao alcance de qualquer um, pelo que, será um dever, melhor, é uma obrigação, que todos as respeitemos, pois só assim se salvaguardará o que demais precioso existe - a nossa saúde e o local onde gostamos de a gozar - o Planeta!
Quando trasnportar PF´s lembre-se que poderá existir um derrame provocado por um acidente ou mau acondicionamento da carga, o qual pode levar à contaminação dos vários compartimentos do ambiente (solo, ar, água) e inclusivamente seres vivos.

As regras básicas de transporte de pequenas quantidades que são:

verificar sempre se existem pontos na caixa de carga que poderão danificar as embalagens - elimine-os;



• Transportar sempre os produtos bem acondicionados para evitar que haja derrames e se eles acontecerem terão que ficar confinados - mala estanque;
Nunca misturar os PF com produtos de alimentação animal ou humana. Para isso deverá ter na caixa de carga uma mala que deverá ter um cadeado;

• Nunca deixar a carga ao abandono - lembre-se das crianças!


Nunca transportar crianças junto com os PF;
Nunca transportar produtos no habitáculo;
• Escolher o caminho mais curto para chegar a casa.

Seja Responsével, os Produtos Fitofarmacêuticos são produtos que se mal utilizados colocam em risco a sua vida e a dos que o rodeiam!
( próximo tema: armazenamento seguro na exploração agrícola)

Imagens: ANIPLA/MAP

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Crise... qual crise?

Decorre hoje e amanhã em Tomar, no Hotel dos Templários, um simpósio promovido pela ANIPLA, para abordar, entre outras questões, a nova legislação sobre produtos fitofarmacêuticos.
Esperemos que saiam de lá esclarecimentos preciosos, e digo precisosos, tanto pela importância dos mesmos, como pela inacessibilidade aos mesmo...
Explicando: - o valor da participação no referido simpósio, para não membros da ANIPLA, e membros são a grande distribuição, é de 200 euros + 30 para o último jantar. Como janta só quem quer, o que era admissível era o jantar custar 200 euros (o sítio vale bem isso, pelo menos visto de fora) e a inscrição 30 euros. A isso se chamava dar importância ao que é realmente importante (divulgação e esclarecimento pelos técnicos e agricultores pobres), abrangendo assim um enorme universo de interessados (ah, mas já me esquecia, como a sala é pequena, as inscrições são limitadas - não caberíamos lá todos)!
Vejam bem o programa e digam lá se não interessava a muita gente? Mas não, este simpósio é um simpósio de promoção (auto- promoção) e mais um em que uma minoria acha que a importância deles é superior ao dos restantes que justificam o seu trabalho.
Irão falar de formação de agricultores, política agrícola europeia, projecto TOPPS em Portugal, impacto para os agricultores, Directiva Quadro da Àgua - exigências ao nível da actividade agrícola, autorização para o exercicio de distribuição, venda aplicação, fiscalização, etc, etc, etc, etc, etc.
Todas estas temáticas interessam sobremaneira aos técnicos que fazem a divulgação pelos agricultores,aos agricultores, e a muitos pequenos distribuidores que mal conseguem pagar aos técnicos responsáveis, por isso acho um exagero o preço da inscrição. Por isso eu, que tão triste cá fico porque sou teso, espero que os felizardos que lá estão me venham contar o que se por lá passou...
Louvo a iniciativa do simpósio, sem dúvida, critico o preço, afinal somos um país de tesos a trabalhar numa agricultura pobre e sem grandes horizontes presentes....
Bom simpósio!!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Resíduos de Embalagens Vazias


Decorre durante o mês de Maio de 2010 o 1ºperíodo de recolha das embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos.
Estas embalagens deverão ser entregues num centro de recolha autorizado (quase todas as casa comerciais que vendem PF´s também recolhem), existindo para isso sacos próprios da Valorfito em três tamanhos. Os sacos deverão apenas conter embalagens de PF´s, qualquer que ela seja, até 250 Kg/L, exclusive. As embalagens rígidas inferiores a 25 L/Kg deverão ser lavadas 3 vezes e a água de lavagem utilizada na preparação da calda. Em seguida serão fechadas e inutilizadas e colocadas nos respectivo saco.
Qualquer centro de recolha será obrigado a aceitar as embalagens mesmo que o agricultor nunca lá tenha comprado nada! No final terá que ser entregue, por parte do centro de recolha, um comprovativo em como o utilizador final entregou as embalagens vazias e deverá também o centro de recolha entregar ao agricultor sacos vazios iguais na tipologia e número dos sacos entregues com as embalagens.
Esta prática é uma obrigatoriedade ao coberto do Dec. Lei 187/2006 de 19 de Setembro.
Por si, por nós, por todos... entregue as suas embalagens vazias num centro de recolha autorizado!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Tuta Absoluta

A Tuta absoluta, também conhecida como a traça-do-tomateiro, é uma praga que se encontra disseminada um pouco por todo o sul da Europa e norte de África, como se poderá ver no mapa de zoneamento da praga, e causa graves prejuízos económicos nas solanáceas (referenciada na lista de risco A2 da OEPP).
É originária da América Latina, onde tem uma forte dispersão, tendo sido detectada em Espanha em finais de 2006 e em Itália em 2008. Neste momento já se encontra em Portugal, tendo já causado prejuízos importantes na campanha do ano passado. Nas Canárias causou prejuízos da ordem dos 40%.



Fonte: www.tutaabsoluta.com

Bioecologia
A Tuta absoluta Povolny é um lepidóptero que pode apresentar entre 9 a 12 gerações anuais, consoante as condições climáticas da região onde se encontra presente.
A borboleta (adulto), pode atingir 7 mm e tem 2 pares de asas sendo o primeiro acinzentado e o segundo mais escuro. Tem antenas compridas ao longo do corpo.
Tem hábitos de voo crepusculares e durante o dia permanece escondida na folhagem. Com uma ligeira agitação da folhagem pode-se detectar o insecto.
Foto: EPPO Gallery - Adulto de Tuta absoluta

Cada fêmea põe de forma isolada entre 180 a 260 ovos, na página inferior das folhas, caules, pedúnculos e/ou frutos, elípticos e de cor esbranquiçada que se vão tornando amarelados à medida que se vão desenvolvendo. Dão origem às lagartas.
Fotos: EPPO Gallery - ovo de Tuta absoluta

A lagarta ao eclodir penetra nos tecidos da planta (folhas, caule e fruto) dos quais se alimenta. Pode atingir 7 a 8 mm de comprimento.
Pode pupar nas folhas ou no solo, dando depois origem ao adulto (borboleta).
Fotos: EPPO Gallery



Ciclo de vida
O ciclo de vida deste insecto passa pelos estados de Ovo- Larva-Pupa-Adulto e pode completar-se, conforme as condições a que estão sujeitas, nomeadamente da temperatura, entre 29 a 38 dias. Por exemplo no Chile a uma temperatura de 14 ºC completa-se em 76,3 dias, a uma temperatura de 19,7 ºC completa-se em 39,8 dias a uma temperatura de 27,1 ºC em 23,8 dias (Barrientos et al., 1998).

Foto: www.infoagroisp.com




Sintomatologia/Estragos

Os sintomas podem ser observados nas folhas, caules e frutos.

Nas folhas, numa fase inicial, os sintomas podem ser confundidos com os da Liriomysa spp (larva mineira), mas posteriormente a galeria aumenta de dimensão, alargando e dando-se a subsequente desidratação dos tecidos e um encarquilhamento característico.


Fotos: EPPO Gallery


Quando ataca os caules destrói o sistema vascular da planta com todas as consequências nefastas que isso comporta.
No fruto causa elevados prejuízos tanto qualitativos como quantitativos.

Fotos: EPPO Gallery


Estimativa de Risco

Colocar armadilhas delta com feromona, na entrada das estufas e corredores e distanciadas 25 m umas das outras, à razão de 2 a 4 por hectare.

A monitorizção deve ser feita semanalmente. e em função do número de capturas actuar.



Armadilha delta (Google imagens)



Meios de Luta

A estratégia a adoptar é sem dúvida aquela que integra todos os meiso de protecção, deixando sempre para última opcção a luta química.

Luta cultural

Eliminar as plantas hospedeiras tais como Erva moira (Solanum Nigrum) e a figueira do inferno (Datura stramonium) e de restos de cultura se possivel queimando.

Colocar redes de exclusão de adultos (nas estufas) sempre que isso não implique um aumento das condições para as doenças criptogâmicas.

Realizar rotações culturais e no caso de sucessões, o tempo que deve medear entre as culturas séra de pelo menos 6 semanas.

Luta biotécnica

Recorrer ao uso da captura em massa utilizando armadilhas de água com feromona e detergente. As armadilhas deverão ser colocadas a 40 cm do solo e à razão de 20 a 40 armadilhas por hectare.

A água deverá ser renovada frequentemente e a feromona substituida ao fim de 60 dias, ou antes, caso esteja colocada ao ar livre sob condições atmosféricas adversas.
Armadilha de captura em massa (Google imagens)
Armadilha de captura em massa com feromona (Google imagens)


Foto do autor


Luta biológica

O recurso ao uso de auxiliares é uma prática cada vez mais recorrente com largos benefícios ambientais e também do ponto de vista da biologia da praga, uma vez que diminui o risco de desenvolvimento de resistências.

Os auxiliares são: mirídeos, crisopas, Macrolophus caliginosus, Nesidiocoris tenuis e/ou tricogramas.

O Bacillus thuringiensis conjugando as subespécies kurstaki e aizawai tem revelado uma eficácia em todos os instares da larva, mas na fase larvar precoce a eficácia é ligeiramente superior.


Luta Química

A luta química quando realizada tem de o ser somente com produtos homologados para o efeito.

Destaca-se neste momento as substâncias activas (s.a.) indoxacarbe e spinosade que deverão ser utilizadas em alternância e dentro das limitações de cada produto pelo que a leitura integral do rótulo é uma prática indispensável.

Tuta absoluta, uma praga que veio para ficar!

Só uma estratégia de luta concertada e integrada poderá ser eficaz contra este insecto!

Outras fontes bibliográficas:DGADR;PHYTOMA; Biosani;

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O QUE SOU AFINAL?

A horticultura é a disciplina científica que estuda as técnicas de produção económica de plantas.
Abrange sub-disciplinas como:
• Fruticultura - que estuda a produção de fruteiras;
• Floricultura - que estuda a produção de flores ornamentais ou de uso terapêutico;
• Olericultura - que estuda a produção de hortaliças;
• Silvicultura - que estuda a produção de árvores para diversos fins.
• Paisagismo - que planeja os desenhos, zoneamento, e dinâmica em parques e jardins
Algumas destas sub-disciplinas ainda se subdividem em especialidades, como a citricultura, que estuda a produção de citrinos ou a viticultura, virada para a vinha.
A Olericultura é a área da horticultura que abrange a exploração de hortaliças e que engloba culturas folhosas, raízes, bolbos, tubérculos, frutos diversos e partes comestíveis de plantas.
Estas duas designações supra-referidas são retiradas da Wikipédia. Ora, se a wikipédia não é fiável a 100%, então teremos que rebuscar em outras fontes de informação. Foi o que eu fiz!
No dicionário da Porto Editora numa edição para as Selecções do Reader´s Digest (fiáveis, portanto), o termo olericultura nem sequer é mencionado e o de horticultura refere o seguinte: arte de cultivar plantas hortenses.
Posto isto, fui ver o que significava plantas hortenses e, segundo a mesma fonte, são plantas provenientes da horta e, por sua vez Horta é um terreno onde se plantam hortaliças e legumes.
Consultando o site da Associação Portuguesa de Horticultura diz: “ a Horticultura é entendida no sentido abrangente, incluindo a Fruticultura, Viticultura, Olivicultura, Horticultura Herbácea ou Olericultura (com as plantas aromáticas e medicinais e os produtos horto-industriais) e Horticultura Ornamental (Ambiental).
Baralhados?
Ora, eu como Horticultor, fico deverás baralhado pois não me sinto fruticultor, Olivicultor nem Viticultor… serei um horticultor herbáceo? Se sim, então sou um Olericultor!
Fui mais além!
Pesquisando exaustivamente encontrei informação do Professor Domingos Almeida num trabalho com o título (De oleribus. Argumentos a favor da utilização do termo “olericultura”Secção Autónoma de Ciências Agrárias
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto)
Deste trabalho apenas faço “copy/paste de parte inicial e da conclusão. A totalidade do trabalho poderá ser vista em http://dalmeida.com/hortnet/apontamentos/olericultura.pdf, cá vai:
“Horticultura, no significado internacional do termo, engloba as fitotecnias em que as
culturas são conduzidas com grande intensidade de actuação fitotécnica, justificada
pelo elevado valor acrescentado dos seus produtos. A discussão sobre os termos
adequados para designar as disciplinas hortícolas não é nova, nem se esgota neste
ensaio, onde procurarei mostrar que a utilização do termo “olericultura”:
1) é etimologicamente adequada;
2) contribui para a uniformização e clarificação da terminologia;
3) possui justificação histórico-linguística.

Em conclusão
Parece-me, pois, que a utilização do termo olericultura tem justificação etimológica,
legitimidade histórico-linguística, e permite traduzir com clareza e economia de
palavras o conceito técnico-científico que lhe é dado na Associação Portuguesa de
Horticultura. A sua vulgarização no discurso técnico-científico na nossa versão da
língua portuguesa, à semelhança do que se passa no Brasil, seria útil para clarificar o
objecto de estudo, evitando confusões, duplicações e indefinições de terminologia. É
mais claro, preciso e económico utilizar a palavra “Olericultura” do que a expressão
“Horticultura Herbácea Alimentar” ou estar constantemente a especificar o termo
Horticultura utilizando as expressões “sentido lato” ou “ sentido restrito”. Insistir na
tradicional acepção que o termo Horticultura possui em Portugal, referindo-se apenas
a um dos grupos de culturas do hortus romano, ignorando o significado internacional
que é perfilhado pela Associação Portuguesa de Horticultura, é contribuir para
dificultar a comunicação com o público de não-especialistas, no qual se incluem os
estudantes de Ciências Hortícolas e o público em geral.”


Bom, assim sendo, este blog como trata de assuntos diversos (fruticultura, viticultura, Olericultura...) é sem dúvida um blog sobre horticultura e eu, a partir de hoje, com muito orgulho, passo a ser um… Olericultor!

segunda-feira, 29 de março de 2010

INEVITABILIDADE...



É uma inevitabilidade e não adianta muito perder tempo com contemplações do foro filosófico!
Se perscrutarmos pelos infindáveis labirintos da blogosfera, por certo, encontraremos milhares de artigos contra e outros tantos a favor dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados) - é um facto!
Em quem acreditaremos? Pois não sei, apenas sei que a polémica está ao rubro e cada vez mais as empresas multinacionais (BASF, MONSANTO...) apresentam produtos GM (geneticamente modificados) e cada vez mais as autoridades corroboram e dão pareceres favoráveis, daí o título deste artigo.
Agora a União Europeia autorizou uma batata GM - Amflora - que poderá ser utilizada na indústria da celulose ou na alimentação animal.
"Após uma revisão completa e minuciosa de cinco casos de OGM que estava esperando, eu senti claramente que não novas questões científicas devem ser analisados como antes. Todas as questões científicas, especialmente em questões de segurança, têm sido objecto de rigorosa análise ", Disse John Dalli, Comissária para a Saúde e Consumidor da CE.
No entanto, apesar da aprovação da CE sobre os OGM, as organizações ambientais, como a Amigos da Terra, CECU, COAG, Greenpeace denunciou hoje a autorização do cultivo de batatas, que contém um gene que o torna resistente a certas antibióticos, e pediram a proibição do cultivo na Europa.
ONGs alertam que essa cultura é "Um risco inaceitável para a saúde dos seres humanos, animais e do ambiente". Uma vez que a Organização Mundial da Saúde e da Agência Europeia de Medicamentos também alertou para a importância de antibióticos afetados pela batata Amflora porque a presença dos campos de batata poderia aumentar a resistência de determinadas bactérias aos antibióticos em tratamentos para a essencial tuberculose.

Ora, andamos nós no meio do diz que diz e ficamos cada vez mais confusos no emaranhado de informação...
Não é bom que a confusão se generalize porque poderemos estar a ser injustos com quem quer que seja se tomarmos partido por um dos lados da barricada, e enquanto agricultor quero de facto que me coloquem ao dispor variedades produtivas, resistentes a certas pragas e doenças com os consequentes ganhos em termos de competitividade e ganhos ambientais pela redução de aplicação de produtos fitofarmacêuticos. Como consumidor quero ser esclarecido dos reais malefícios...
O que não quero é ser mais um "mal informado", pois sou produtor e quero agir em cosnciência.
Também sei que não vou ser esclarecido tão cedo, o que quero, e exijo, é que a rotulagem dos bens de consumo seja obrigatória, clara e inequívoca, para que o consumidor possa, na prateleira do supermercado, fazer a sua escolha - essa será a melhor forma de os fomentar ou abolir de vez, pois o que não se vende não se cultiva!
fontes: site phytoma, site tsf
Nota: barra lateral do blog uma reportagem da tsf sobre o tema

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Feira Anual da Trofa 2010




A Câmara Municipal da Trofa e a Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado promovem mais uma edição da Feira Anual da Trofa de 4 a 7 de Março. Esta tradição remonta a 1946 e é considerada, actualmente, um marco das feiras agro-pecuárias, a nível nacional.
A Feira realiza-se, este ano, de 4 a 7 de Março (quinta a domingo), e espera-se que supere as expectativas e eleve o número de visitantes, que o ano passado chegou aos 100 mil. Este certame cria, assim, anualmente, um evento profissional de referência em Portugal e pretende alargar gradualmente, a sua influência a toda a península ibérica, garantindo uma forte representação de todas as actividades que directa ou indirectamente estão ligadas à agro-pecuária, nomeadamente na área das últimas novidades em Equipamentos e Acessórios de Maquinaria Agrícola.
Como é habitual, a Feira Anual da Trofa, reúne um conjunto alargado de actividades e eventos, que seguramente justificam a visita de curiosos e aficionados. Este ano, os visitantes podem contar com vários concursos e jogos. Realizar-se-á o Campeonato Regional do Norte de Equitação do trabalho e as Cavalhadas. Além disso, depois das normais apresentações de Garranos e Coudelarias, haverá a tradicional Garraiada.
Esta edição de 2010 conta também com o Concurso de Modelo e Andamentos (Macho e Fêmea), o Campeonato de Horseball e o Desfile e a Gala da Confraria. A Feira Anual da Trofa vai contar também com o tradicional Horse-Paper e o Derby de Atrelagem. As Actividades Equestres contam com a organização da Confraria do Cavalo que colabora assim, na edição 2010 da Feira Anual da Trofa, ao lado da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado.
Paralelamente, não irão faltar os Concursos Pecuários das Raças: Holstein Frísia, Minhota, Barrosã e Arouquesa, e o Concurso de Preparadores e Manejadores da Raça Holstein Frísia. A Feira Anual da Trofa, de 2010, contará, igualmente, com vários momentos musicais.
A Câmara Municipal da Trofa e a Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado apostam na melhoria contínua deste evento tão característico do Concelho, como forma de promoção ao Turismo, já que o acontecimento atrai inúmeros visitantes de outras cidades e países.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Agro - Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação


O Parque de Exposições de Braga vai ser palco, entre 11 e 14 de Março de 2010, da 43.ª edição da AGRO - Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação. O certame, que ao longo de mais de 40 anos tem ocupado um papel de enorme relevo na promoção e divulgação de produtos e equipamentos de e para a agro-pecuária. Este ano alargaremos para um conceito mais abrangente de promoção da «Economia Rural» , criando uma nova e importante janela de oportunidades neste segmento de negócios.Na próxima edição da AGRO ambicionamos apoiar as fileiras mais representativas do sector agrário, quer através da aposta no reforço de divulgação do certame com o consequente aumento do número de visitantes/compradores quer ainda no contributo para a qualificação dos profissionais agrícolas.As jornadas paralelas constituirão, pois, importantes acções de valorização profissional e, nessa medida, uma mais-valia que a AGRO pode oferecer a todos os participantes, em particular todos quantos exercem a sua actividade profissional no âmbito da economia rural.Finalmente, o certame é complementado com a realização, em simultâneo, dos Salões do Vinho e de Utilidades, cada um desempenhando o papel que lhe cabe na promoção e divulgação da riqueza que se produz no mundo rural. É neste ambiente característico e bem popular que a AGRO 2010 se desenrola, sendo certo que este certame tem na sua longevidade uma das garantias da sua relevância enquanto montra da agricultura portuguesa.
texto e foto extraidos de www.peb.pt

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Boas Notícias...


"Foi publicado no Diário da República n.º 2, Série II, o Despacho n.º 47/2010 que institui um apoio financeiro, que tem por objectivo compensar os agricultores pelo custo da energia (electricidade) utilizada nas actividades de produção agrícola e pecuária no ano de 2010.
O apoio financeiro aplica-se no território continental e tem por objecto, exclusivamente, a energia utilizada na produção agrícola e pecuária, num período de 12 meses, cujo início ocorrerá até 31 de Maio de 2010.
Podem beneficiar deste apoio os agricultores cuja actividade se inclua numa das descritas nos grupos 011 a 015 da secção A, divisão 01 das CAE Rev. 3, aprovadas pelo Decreto-Lei n.º 381/2007, de 14 de Novembro.
O prazo de candidatura será definido através do Despacho do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas para apresentação do Pedido Único."
(Texto extraído integralmente do site do MADRP).

Este apoio é de 20% sobre a factura da electricidade, desde que se comprove que o contador serve única e exclusivamente o uso agrícola, pelo que, em casos que o contador seja o mesmo que serve as habitações o agricultor não beneficiará de qualquer tipo de ajuda.
Esta medida só peca por tardia e vem repor uma injustiça cometida pelo anterior executivo.
Outra boa notícia é que Bruxelas autorizou que as ajudas aos agricultores do Oeste sejam comparticipadas até 75% a fundo perdido.
Estas duas notícias são uma réstea de esperança no negro figurino da agricultura Portuguesa, como tal, o Horticularidades congratula-se com as medidas e com as atitudes deste Ministro que, a continuar assim, vai no bom caminho!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

E tudo o vento levou....

Que imagem é esta?
Nada e tudo!
É com esta ambiguidade que o governo e os partidos da oposição encaram a agricultura nacional e é com a mesma desfaçatez que prometem tudo e não dão nada; que nada falam e que tudo dizem...
Esta imagem, mais do que a imagem de destruição provocada pelo temporal na Região do Oeste, é a imagem de um País falido de ideias, de linhas orientadoras e estruturantes e de políticas sérias e a sério - é Portugal!
A agricultura Portuguesa tem andado nas mãos de incompetentes e gabarolas de alta postura e elegante presença em corredores de Bruxelas e outras agremiações de coisa nenhuma, pagas com o nosso dinheiro, feitas para nós...
A agricultura Portuguesa (cerca de 275 000 explorações) deveria merecer mais respeito porque afinal emprega pessoas, contribui para o PIB, e alimenta pessoas, inclusivée os deputados, ministros, secretários, assessores e outros tantos marajás que sumptuosamente se exibem nas ruas da nossa desgraça!
O que aconteceu na Região do Oeste a Agricultores e Suínicultores poderia ter acontecido à Auto-europa, ao Palácio de Belém, a S. Bento ou à sede do Banco de Portugal, ou até mesmo à "Quintinha do Ministro ou ao Monte Alentejano do Secretário de Estado", mas não, aconteceu ao Zé, ao Manel, ao João... aconteceu a pessoas com nome, com rosto, com compromissos com a banca, com funcionários...
Pois, de facto, o que se passou é obra do S. Pedro, mas o que se poderá fazer para amainar a ira do mesmo já pode ser obra de S. Bento!
Há pessoas que nunca mais se vão endireitar, pessoas a quem "Tudo o Vento Levou", pessoas que jamais se "Erguerão do Chão", pessoas com "Todos os Nomes"...
Pior do que a intempérie é a forma de resolução dos problemas, e isso, nem o Governo nem as oposições querem fazer, pois "falam, falam e não os vejo a fazer nada..."
Sabem quanto custa um hectare de estufas danificado? Não sabem, pois não! Eu digo:- 10 a 12 euros por metro quadrado, e, pelos vistos, o vento levou 600 hectares nas garras da sua fúria!
Que ajudas? PRODER? ahhhhhhhhhhhhhhhh, deixem-me rir! Este quadro comunitário (2007 a 2013), está a 3 anos do fim e ainda mal começou!
50% a fundo perdido? E o resto? Ahhhhhhhhhhhhhh, deixem-me agora chorar. Se os agricultores não têm dinheiro como pagam esse emprétismo mesmo que com juros baixos, mesmo que com juros a zero?
Seguradoras? Ora aí está! Façam um périplo pelas mesmas e falem em contratar seguros para estruturas agrícolas (estufas) e depois digam alguma coisa por favor. Aí sim, era mais proveitoso a intervenção do estado para beneficiar seguros a sério a preços sérios, em vez de promessas e medidas que só levarão a um endividamento maior... pois, mas se fossemos banqueiros corruptos, já éramos intervencionados em nome de....(?) (pois, já nem sei em nome de quê!)
Bom, apenas um desabafo, até porque este blog também pode ser feito disso!
Aos meus colegas Agricultores que foram afectados pela contraiedade climática um bem haja e um abraço carregado de força, estimulo e perseverança, sem nós este país ainda seria bem pior...!
foto: web