domingo, 13 de setembro de 2015

Apoios à agricultura...

Em tempos de crise, esta cara linda (com todo o respeito Srª Ministra), anunciou um pacote de medidas para a agricultura que se prendem com a disponibilização de verbas, diretas ou indiretas, tendo em vista ajudar o setor.
Os produtores de leite irão ter antecipação das ajudas, isenção durante 3 meses para a segurança social e uma linha de crédito de 50 milhões a juros baixos (baratos...).
Os restantes, onde se incluem novamente os produtores de leite, irão ver reforçado o PDR2020, do orçamento de estado, com 200 milhões de euros, ficando assim de fora a aplicação dos critérios de seleção, aliás previstos mas não lidos pelos subscritores, relativamente às medidas agroambientais.
Bem, é a solução? Não será por certo! Mas, como dizia alguém... "migalhas são pão" e outro também disse que "grão a grão enche a galinha o papo", temos, desta forma, um balão de oxigénio para prolongar mais uns tempos a esperança... Antes isso que nada e, saibamos nós agricultores compreender isso, para podermos arranjar estratégias futuras para resolução daquilo que agora achamos não ser solução...
Agradecemos do fundo do coração este esforço da Srª Ministra, pois como sabemos a crise é brava tal como os toiros na praça...






domingo, 3 de maio de 2015

Podridão Cinzenta em Mirtilos ...

A podridão cinzenta é provocada por um fungo Botrytis cinerea Pers. que é saprófita e parasita, não sendo fácil estabelecer essa fronteira de forma clara. É um fungo que não é específico, ou seja, ataca tecidos orgânicos (mortos ou vivos) e é muito polífago atacando diversas culturas (videira, morangueiro, framboesa, amora, alface, tomateiro, feijoeiro, etc, etc, etc, etc).
A cultura do mirtilo não foge à regra e, particularmente este ano, devido à instabilidade das condições meteorológicas, temos tido ataques significativos que incidem mais numas cultivares que outras. Daí, a seleção das cultivares ser um fator de decisão importante, que, para quem já tem pomares instalados tem de conviver com as escolhas que fez e com a sensibilidade maior ou menor a esta doença. Também os terrenos encharcados e de fraca drenagem atmosférica são particularmente factores que favorecem o desenvolvimento da doença.
"Chorar sobre o leite derramado" não nos leva a lado algum. Temos por isso de viver com as boas ou más opções que fizemos e, doravante, percorrer o melhor caminho tomando atitudes que minimizem o problema e conduzam a cultura a bom porto.

Ciclo de vida

Fonte: Bayer

Biologia do Fungo

O fungo passa o inverno nas varas vivas  e/ou em restos de cultura no solo (lenha de poda, folhas), sob a forma de esclerotos (órgãos de de conservação do fungo que asseguram a sua sobrevivência) e micélio..
Na Primavera, quando as condições climáticas são favoráveis (chuva e temperatura), os esclerotos e o micélio dão origem aos conidiósforos portadores de conídios, que são libertados pelo choque com as gotas de água e são disseminados pelo vento e pela chuva, contaminando os órgãos verdes da planta, se estes estiverem molhados pelo menos durante 15 horas. A germinação dos conídios dá-se na presença de água ou de elevados teores de humidade relativa (> 90%), tendo como temperatura óptima entre os 15ºC e os 20ºC. Em alguns anos de Primavera chuvosa, os ataques de botritis podem ser muito graves e originar perdas elevadas, como é o caso deste ano.

Sintomatologia
Necrose das flores, sobre as quais poderá ser visível o micélio do fungo, de cor cinzenta escura. As flores permanecem agarradas à  planta, constituindo inoculo para infecção dos frutos e crescimentos jovens.


 Os ramos infectados ficam enegrecidos e secam, podendo observar-se a esporulação do fungo.

 Foto: Jorge Carvalho

Os frutos ficam necrosados, com aspecto engelhado, cobrindo-se de micélio e esporos.
 Foto: Jorge Carvalho (Cv. drapper)                                         Foto: Jorge Carvalho (Cv. duke)

Os sintomas poderão manifestar-se no campo, ou apenas em armazenamento, caso a infecção se mantenha latente.
                                                    Foto: Jorge Carvalho (Cv. drapper)
                                                    Foto: Jorge Carvalho (Cv. drapper)

Se aliado a estes factores de risco naturais (chuva e temperatura) as práticas culturais não forem as adequadas, então os estragos podem passar a prejuízo. Assim, a condução da cultura é um dos factores mais importantes para minimizar a incidência do fungo.
Realizar podas adequadas que promovam um bom arejamento da copa da planta bem como realizar fertilizações equilibradas que não estimulem em demasia o desenvolvimento viçoso da massa foliar, são por certo atitudes e comportamentos a ter para que o fungo seja um mal menor e não um agente catastrófico.
De salientar que a botritis é uma doença que vai muito para além do que os nossos olhos veem, pois, como se trata de um fungo que têm uma capacidade incrível de permanecer no estado de latência, grande parte das vezes ele manifesta-se em pós colheita.
Como há duas subespécies a B. vacuma e B. transposa, parece estarem presentes as duas, mas, de forma mais predominante a B. vacuma que se desenvolve como saprófita, contrariamente ao que se passa em outras bagas (vinha, p.e.) onde a B. transposa está  mais presente e desenvolve ação parasitária (Bugaret).

Meios de Luta
Luta Cultural:
- Podas que promovam o arejamento da copa da planta e fertilizações racionais, principalmente as que contemplam o nutriente azoto;
- Eliminação de restos de cultura (lenhas de poda);
- Controlar Drosophila suzukii;
- nunca colher em dias de chuva e colocar o fruto no frio logo após a colheita .

Luta Biológica:
- o uso de determinados microorganismos antagonistas ( Trichoderma spp.) tem sido utilizados bem como algumas leveduras (Bacillus subtilis).

Luta Química:
A luta química prende-se com o uso de substâncias ativas homologados para o efeito. Salienta-se o fato de em Portugal estas substâncias ativas estarem homologadas ao abrigo de uma figura denominada "Usos menores" e apenas três marcas comerciais podem ser utilizadas para o efeito que contêm as seguintes substâncias ativas:
- boscalide+piraclostrobina (p.c. Signum)
- fenehexamida (p.c. Teldor)
- pirimetanil (p.c. Scala)

É importante realçar que os princípios da proteção integrada deverão ser aplicados por quem utiliza os produtos fitofarmacêuticos e todas os outros meios de luta diretos e indiretos deverão ser adoptados para que, de forma integrada, possamos diminuir o inócuo e assim as infeções.
A B. cinerea desenvolve resistências com muita facilidade (a resistência ao benomil já em 1960 é o paradigma) pois o fungo não apresenta um ciclo sexual o que faz com que seja um fungo de ciclo curto e com grande capacidade para mutações (Carvajal). A cada ciclo formam-se uma quantidade enorme de conídeos onde podem ocorrer mutações, que, se existir um mau programa de tratamentos, a cada ciclo pode ocorrer uma mutação que leve a uma resistência provocada pela aplicação do fungicida - designada "pressão de seleção".

Assim, ficam aqui algumas regras básicas para que a eficácia seja potenciada:

1- Histórico da parcela
- Esta é a parte pior pois para termos um histórico é necessário ter  dados acumulados de alguns anos.
No caso particular das explorações que acompanho, não me posso dar ao luxo de fazer futurologia. Resta-me, tal como aos demais, observar, registar e meditar... (isso requer algum tempo).

2- calibrar e regular adequadamente o pulverizador
- há estudos que demonstram que a eficácia de uma pulverização está relacionada em  40% com o produto e 60% com a aplicação do mesmo no que diz respeito ao material e técnica de aplicação (pulverizar é uma coisa, despejar pulverizadores é outra...);

3- alternância de produtos
- Nunca aplicar mais que uma vez a mesma família química por parcela e por campanha.

4- posicionamento dos produtos
- no período floral e em precolheita

5- Técnica de aplicação
- Aplicações assistidas por ar serão as que melhor servirão os nossos propósitos. Na floração ter cuidado especial com as correntes de ar formadas, reduzindo cerca de 80% a admissão de ar da turbina.
Aplicações em todas as faces da linha e, em precolheita, dirigir o tratamento para os frutos.


Por último e tratando-se de produtos fitofarmacêuticos, ler sempre o rótulo com muita atenção pois nele estão contidas informações importantes relativamente às doses, modo de preparação da calda, destino a dar as embalagens vazias, equipamento de proteção individual a utilizar e intevalo de segurança, entre outras.
A lei 26/2013 de 11 de abril, impõe também a obrigatoriedade de realizar os registos de aplicação que terão que ser mantidos durante pelo menos 3 anos.

Vejo muitas vezes pegar no particular e fazer uma generalização, que neste caso nunca se poderá aplicar. Ainda não termos uma conhecimento aprofundado relativamente ao binómio doença/cultura, ao contrário do que acontece na vinha e hortícolas, o que não nos permite para já afirmar que esta ou aquela cultivar é mais sensível e este  fungo. Conhecemos bem o fungo, conhecemos os prejuízos que causa em outras culturas e fazemos extrapolações sem rigor científico, apenas isso.
O tempo que se avizinha prevê-se instável pelo que a visita bisemanal à parcela é importante para observar a evolução da situação, pois só assim poderemos ficar com um conhecimento mais profundo do que se passa ao nível da parcela - da nossa parcela - e, no ano seguinte, na presença de condições climatéricas semelhantes poderemos tirar conclusões semelhantes.

O caminho faz-se caminhando!

Bem haja!


domingo, 19 de abril de 2015

Jornadas Técnicas Início de Campanha 2015... EVAG

Decorreram no passado dia 17 do corrente mês, as Jornadas Técnicas de Início de Campanha 2015, na EVAG (Estação Vitivinícola Amândio Galhano), em Arcos de Valdevez, promovidas pela CVVR (Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes).
O Workshop teve a intervenção de reconhecidos especialistas que abordaram temas interessantes dos quais se destacam:

 João Garrido/EVAG - Análise do estado atual da vinha na EVAG
- A EVAG tem uma coleção ampelográfica que permite fazer com rigor uma avaliação do estado atual da vinha na Região dos Vinhos Verdes. À data temos castas em que o estado fenológico mais adiantado são os cachos separados (G) e outras ainda muito atrasadas em relação a outros anos.
No ano de 2014, em todas as castas, o abrolhamento ocorreu em Março e, este ano, o abrolhamento da maior parte delas ocorreu em Abril, o que significa um atraso. Este atraso reflete-se em 14 dias relativamente ao ano de 2014 e de 8 dias relativamente à média dos últimos oito anos. Este atraso relativo está directamente relacionado com as temperatura médias que se fazem sentir a partir de 1 de janeiro, o que poderá levar também ao atraso das primeiras intervenções fitossanitárias, mas não é indicador de forma alguma de como decorrerá o resto do desenvolvimento do ciclo cultural da videira, pois este e nomeadamente as maturações, dependem das condições climatéricas que se fizerem sentir após os vingamentos.

 Joaquim Guerner/DRAPN - Alerta para os principais problemas fitossanitários de 2015

- Fez uma abordagem aos principais problemas ocorridos no ano anterior, dos quais destacou a flavescência dourada, a drosófila e a podridão acética, para além do míldio, claro, que na Região dos Vinhos Verdes é o "pão nosso de cada dia".
Sem querer fazer futurologia até porque não tem a bola de cristal (palavras do interveniente), destacou e alertou para os problemas que podem vir a ser os ácaros, devido ao desequilíbrio no ecossistema que poderão causar as aplicações desenfreadas e pouco selectivas de insecticidas para o controlo do vetor da flavescência (Scaphoideus titanus Ball.) . Usa-se e abusa-se dos piretróides e sabe-se bem o desequilíbrio que esses mesmos insecticidas provocam a nível da fauna auxiliar, nomeadamente na população de fitoseídeos.
A Drosophila suzukii (Matsumura) é também um problema nas vinhas com uma diferença relativamente a outras drosófilas, é que a D. suzukii não precisa que haja feridas na parede celular para realizar as posturas, ao contrário das outras, o que a torna uma praga extremamente agressiva e com consequências que podem vir a ser devastadoras (tal como já acontece em framboesa). De referir que, apesar de ser conhecida como a drosófila dos frutos vermelhos, foram observados ataques tanto em castas tintas como em brancas.
Outra questão de interesse relevante que foi abordada e, depois no período do debate foi abordada inevitavelmente, foi a imparidade consensual (contrasenso), da divergência existente entre a portaria que obriga a tratamentos obrigatórios para o vetor da flavescência, caso se trate de uma ZIP (zona de intervenção prioritária) e suas freguesias limítrofes e não limítrofes e a Diretiva do Uso Sustentável de Pesticidas, que deu origem à Lei 26 de 11 de Abril de 2013, em que obriga os agricultores a aplicarem os princípios da PI (proteção integrada). Ora, como se sabe, um dos princípios será que só deveremos intervir quando atingido o NEA (nível económico de ataque). Caso tenhamos uma vinha situada na ZIP e/ou freguesias limítrofes e não limítrofes estamos sujeitos a medidas fitossanitárias específicas, impostas pela portaria, mas pelo contrário, caso nessa mesma vinha ainda não tenha atingido o NEA, ao  abrigo da Lei 26, não devo aplicar medidas limitativas ou de combate.... "Quem manda mais?" A portaria ou a Lei?????? Não é fácil gerir, pois se por um lado teremos de ter a consciência que o vetor terá de ser controlado, por outro, se não temos o micoplasma instalado nem o vetor, estamos a aplicar medidas desnecessárias e a desequilibrar o ecossistema e outros problemas poderão surgir... não é fácil!!!

 Afonso Martins/UTAD - Gestão do solo em vinhas para otimização da produtividade do sistema vitivinícola
- Fez uma abordagem geral ao solo e sua importância no terroir vitícola.
Relativamente à gestão e conservação  do solo, deixou bem claro que ainda há um trabalho e um caminho muito longo a percorrer, pois, em Portugal, a percentagem de sementeira direta e de enrelvamentos ainda é muito baixa comparativamente com outros países. Em portugal ainda se recorre muito à gestão e conservação do solo baseada em técnicas tradicionais de mobilização que, apesar de ter algumas vantagens, tem muitos incovenientes a nível da mineralização da matéria orgânica, da libertação de gases para a atmosfera que contribuem para o efeito de estufa, a erosão, transitabilidade das máquinas, entre outras.
Assim, das possibilidades de gestão e conservação do solo, a que mantém um coberto vegetal, espontâneo ou instalado, parece ser a opção mais válida e razoável para que o terroir vitícola seja preservado.

João Pinto e David Silva – SAPEC Agro- Soluções SAPEC Agro – Contributo para o aumento da produtividade e qualidade nos Vinhos Verdes

Foram apresentadas soluções relativas à proteção fitossanitária da vinha e soluções relativas à nutrição.
              
Eduardo Alves/ Eduardo Nuno Magalhães, Unip. Ld.ª - Como escolher os EPI (Equipamentos de Proteção Individual) para a aplicação de produtos fitofarmacêuticos

Apresentou o fato SULFAPF e outros EPI´s, e falou da importância da proteção contra as agressões provocadas pelos produtos fitofarmacêuticos e o efeito negativo que têm na saúde do aplicador.


Jorge Moreira – DGAVInspeção obrigatória de Pulverizadores
Falou das inspeções de pulverizadores e dos centros IPP e das obrigatoriedades impostas pelo Dec-Lei 86/2010.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 86/2010, a partir de 26 de Novembro 2016, só podem ser utilizados equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos que tenham sido previamente certificados. De realçar que alguns deles, os que foram vendidos após outubro de 2010, têm 5 anos para serem inspecionados pelo que terão que ter essa mesma inspeção a partir de outubro de 2015.

                
Isabel Ferreira – ENGUIRELVA –- Preparação e vantagens da inspeção do pulverizador

Apresentou as anomalias mais frequentes que se têm verificado nas inspeções. Falou também dos cuidados prévios que os detentores dos equipamentos devem ter para se apresentarem a uma ação inspetiva. 
O pulverizador terá que se apresentar limpo interna e externamente, pois caso contrário o inspector pode-se recusar realizar a inspeção (está na lei); também ter-se-á que ter cuidados com as transmissões (veios telescópicos de cardans e respectivas proteções); nunca se apresentar com um pulverizador à inspeção se este não tiver um manómetro; verifcar o agitador, entre outros....

  João Ferreira – ENGUIRELVA –  Demonstração em campo de uma inspeção

A sessão de demonstração incidiu sobre o pulverizador da EVAG que foi inspecionado in locco. Foi dada a oportunidade de esclarecer dúvidas onde tanto os técnicos da empresa ENGUIRELVA como o Engº Jorge Moreira da DGAV responderam às questões que iam sendo colocadas.
Apresentam-se apenas algumas fotos (medição de débitos)



 et.......... voilá! 
Selo atribuído por um período de 5 anos. A próxima inspeção terá que ser realizada em abril de 2020 e, após esse perídodo, será de 3 em 3 anos.

Assim se passou o dia que foi, no meu entender, mais um belíssimo contributo que a Academia dos Vinhos Verdes e a EVAG deram para o desenvolvimento do setor vitícola da região. O Engº Gonçalo Magalhães (a figura visível destes eventos)  e todos os envolvidos merecem também da minha parte um bem haja especial pelo empenho e dedicação à promoção da vinha e do vinho - os verdes, sem dúvida, uma singularidade da natureza!

bem haja!
 

         
           
       
 
     

sábado, 14 de março de 2015

Projeto EUBerry...

principal objectivo do projecto EUBerry é o de proporcionar conhecimento e ferramentas para o desenvolvimento de pequenos frutos frescos de alta qualidade, tornando-os apelativos ao consumidor pela sua elevada qualidade nutricional para a saúde humana e custo competitivo.

Decorreu em Oeiras e teve uma assembleia muito participada.
Para além dos temas tratados em plenário, esta apresentação de resultados envolveu também a exposição de 26 painéis.
Nas investigações que envolvem as questões técnicas das culturas, penso não haver problemas na difusão da informação, até porque estavam presentes outros investigadores, técnicos e produtores.
Nas investigações relacionadas com os efeitos benéficos que os pequenos frutos têm na saúde humana, nomeadamente na prevenção de algumas doenças neuroinflamatórias, o grande desafio é passar essa informação ao consumidor final e incentivar o consumo regular de pequenos frutos, claro está, que os agentes envolvidos na comercialização têm também um papel fundamental pois serão eles os elos entre o produtor e o consumidor, tanto a nível de disponibilidade como de acessibilidade, já que os preços praticados à produção nada têm a ver com os preços a que estes produtos chegam ao consumidor (ex: preço de mirtilo à produção 4 euros e preço ao consumidor 20 euros).
O Engº Humberto, do Grupo HUBEL, fez uma resenha de como surgiu a HUBEL, como evoluiu e que relações estratégicas estabeleceu ao longo da caminhada para chegar ao patamar que se encontra. Referiu um dado curioso que, com 47 ha de produção, depois do ministério da agricultura, é o empregador com mais técnicos agrícolas no seus quadros, o que revela bem a importância que esta empresa dá ao conhecimento técnico!
Foi também colocado um desafio final à mesa redonda, composta por investigadores das universidades (ISA, UTAD, UAlgarve, INIAV, UPorto, UÉvora, ITQB) e cada um deles enunciou o que, na sua ótica, seria um desafio para a investigação futura nesta área. A referir, de forma inusitada e aleatória os mais importantes:
-  substrato para envasar recorrendo  a matéria prima nacional, evitando assim a importações de turfa e fibra de coco;
- Drosophila Susuki - uma preocupação sem solução;
- soluções nutritivas;
- adaptabilidade das cultivares;
- zonagem nacional de culturas;
- novos berries - camarinha.

Este mundo dos pequenos frutos está mexendo e, no meio de tanta asneira que se tem feito, nomeadamente na implementação de projetos, há sempre uma parte que é boa, bem feita e nos dá prazer verificar que é partilhada pelos que realmente querem que este sector tenha sucesso....o outros, os outros nem sequer lá puseram os pés!

Bem haja!





segunda-feira, 2 de março de 2015

INFORMAÇÕES VALORFITO...

Como nota esclarecedora, o Horticularidades comunica algumas informações provenientes do VALORFITO, que deverão ser consultadas em:
www.valorfito.com

Informação 1 - 
INFORMAÇÃO VALORFITO 1 / 2015
SACOS VALORFITO – VALORES DE CAUÇÃO
Os sacos VALORFITO passarão a ter novos valores de caução, a praticar a partir desta data. Os novos valores serão os seguintes:
Saco de 50 litros - 0,50 € (+IVA)
Saco de 115 litros - 1,00 € (+IVA)
Saco de 600 litros - 3,00 € (+IVA)
Lembramos que, tratando-se de cauções, estes valores são FIXOS e só podem ser cobrados por uma vez. Na entrega de um saco cheio, deverá ser disponibilizado um novo saco vazio, da mesma capacidade, GRATUITO.

Informação 2 - 
“O transporte, a efetuar pelos próprios agricultores (ou por conta destes), de resíduos/embalagens de produtos fitofarmacêuticos, desde as suas explorações agrícolas até aos pontos de recolha, disponibilizados pelo sistema VALORFITO, não tem de se conformar com as obrigações declarativas, impostas pelo RBC, sem prejuízo de, sempre que existam dúvidas sobre a legalidade da sua circulação, poder-se exigir prova da respetiva proveniência e destino (vide n.o 3 e n.o 4 do art.o 3.o do RBC)”

Informação 3 - 
ETIQUETAS OBRIGATÓRIAS DESDE 01 DE JANEIRO DE 2015
Há muito que os Pontos de Retoma passaram a receber do Valorfito etiquetas personalizadas para colarem nos sacos respectivos.
Desde dia 01 de janeiro de 2015 é obrigatória a colocação destas etiquetas nos sacos Valorfito antes do seu levantamento pela Egeo.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Licenciamento e estabelecimento de unidades industriais em casas particulares...

Com o intuito de informar sobre o licenciamento e estabelecimento de unidades industriais em casas particulares, para atribuição do Número de Controlo Veterinário (NCV), a DGAV publicou na sua página um esclareceimento que poderá consultar em:

http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV

Esta informação tem particular interesse para quem produz compotas, doces, enchidos, cerveja artesanal, licores entre outros.