domingo, 8 de outubro de 2017

Madrid à espera...Fruit attraction 2017

Falta muito pouco para a fruit attraction 2017.
Se vale a pena? Sim, vale!
Fica a poucos minutos de Madrid (30 minutos, 10 sem transito, mas claro, isso não é pouco provável) e é um espaço de encontro de culturas (agronómicas e sociais). Para quem necessita de arranjar contactos para possíveis exportações das suas produções... é lá!
Boa viagem!

Arcá de Nóe, um tesouro inestimável...

Foi com enorme prazer que assisti ao aniversário dos 40 anos do Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV), no passado dia 6 no auditório VITA, em Braga.
Na realidade, eu, tal como muitos Portugueses, talvez como muitos técnicos, não tinha a noção do "Nobre e Real" trabalho desenvolvido pelo BPGV. Falo em "Nobre" não por duvidar da importância de preservar as espécies vegetais (disso nunca duvidei até porque a minha formação me permite ter alguma sensibilidade para o facto...), mas por ter ficado a perceber as dificuldades, os desafios, as lutas e as condições em que as coisas são executadas no nosso País e, apesar disso, por ter ficado a saber que contribuímos mais para a preservação das espécies do que Países como a Espanha, A Itália ou a França...pequenos na dimensão, grandes na dedicação!
Vários oradores perfilaram pelo púlpito do espaço VITA (fantástico espaço embrenhado na cidade de Braga), oriundos de várias organizações nacionais e internacionais que falaram da importância da preservação da biodiversidade e a importância que a preservação desse germoplasma assume para lidar com a falta de alimentos, com as resistências aos produtos fitofarmacêuticos, resistência a pragas, doenças e o mais importante, ÀS ALTERAÇÕES CLIMATICAS"!
Um outro exemplo que revela bem a importância dos Bancos de Germoplasma a nível mundial e em particular da "Arca de Nóe", Noruega, foi o recente caso da Síria onde o Estado Islâmico destruiu em Aleppo o principal banco de sementes do País.  A Síria foi obrigada a fazer um pedido de sementes ao banco mundial de germoplasma.
A grande mensagem conclusão que se poderá retirar deste seminário é que "teremos que preservar e conhecer o passado para ter armas para lidar com o futuro" e o grande desafio será tão somente este: "onde buscar as forças para lutar contra os interesses poderosos das multinacionais?".
Poderíamos ter colocado essa questão ao Sr Ministro da Agricultura (que foi convidado, que foi anunciado no programa e que... infelizmente FALTOU!!!!!). Gostaria de ter ouvido da sua boca e ter sentido a força das suas palavras para perceber que importância o Ministro e o Ministério dão a este tema que, afinal, não é mais do que a sustentabilidade do nosso futuro (coisa pouca para ele, pelos vistos...)!
Foi também feita uma Homenagem muito bonita a uma grande Senhora que fez muito pelo BPGV - Drª Rena Farias, uma brasileira que acabou por se radicar em Braga e muito contribuiu para a quantidade de "acervus" do BPGV.

Parabéns à organização, aos intervenientes e particularmente ao aniversariante!



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Portugal... o País do ZIGUE-ZAGUE...

Ora Zigue, ora Zague, ora Zigue-Zigue ora Zigue-Zague e Zague-Zigue .... Ora bem, todos conhecem O Dec. Lei 173/2005 de 21 de Outubro que, por imposição da Diretiva n 2009/128/CE, foi revogado com a criação da Lei 26/2013 de 11 de Abril? Sim, claro que sim..., pelo menos os que estão ligados ao setor da fitossanidade nos seus mais diversos campos de aplicação (comercialização e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
Esta última, ou melhor, com esta última (Lei 26/2013 de 11 de abril), perdeu-se uma oportunidade fantástica de criar uma lei séria e a sério. Claro que há coisas boas na lei e coisas menos boas; claro que há coisas exequíveis e outras utópicas, claro que há bom senso e muita falta do mesmo... num único diploma consegui-se criar uma infinidade de sensações e, a esse mesmo diploma, veio a tutela com circulares e casos excepcionais e afins, baralhar e dar cartas e criar ainda mais animação à lei que, per si já tinha (tem) algumas partes dignas de uma comédia à moda "dos gatos fedorentos"!
Reportando ao Artigo 19.º da referida Lei (Procedimento de autorização da atividade de prestação de serviços de aplicação de produtos fitofarmacêuticos por empresas de aplicação terrestre), sou dado à interpretação de que para aplicar Pf´s como prestadores de serviços seja a agricultores e/ou a entidades (Câmaras, Juntas Freguesia....), será necessário apresentar um pedido de autorização à DRAP territorialmente competente, o que, diga-se, entende-se, é lógico e foi bem pensado!
O que não se entende, não é lógico e não foi bem pensado foi a exigência de ter que se cumprir o Nº 1 e 2 do artº5 da Lei 26 que remete para o Anexo I parte A e, meus caros, ilustres e iluminados... NÃO, NÃO É SENSATO, chegando mesmo a roçar o ridículo, porque "aligeirar" seria a palavra de ordem e complicar foi a linha de orientação sem que isso se traduzisse num claro investimento na segurança, no pagamento de impostos, na utilização segura dos Pf´s em termos ambientais, antes pelo contrário, incetiva à fuga!
Depois, a mesma lei,  no CAPÍTULO V (Segurança na aplicação de produtos fitofarmacêuticos em zonas urbanas, zonas de lazer e vias de comunicação), obriga a determinados requisitos, pressupostos que, diga-se, entende-se, é lógico e foi bem pensado!
Depois ninguém cumpre "porra nehuma" nem ninguém fiscaliza "nehuma porra"... e há circulares que excepcionam, e há declarações que isentam e há tudo menos o cumprimento deste artigo 32 - uma tourada!!!!!!
Agora, no passado conselho de ministros foi aprovado o seguinte:
"6. Foi aprovada a alteração da regulação relativa aos produtos fitofarmacêuticos, por transposição da Diretiva n.º 2009/128/CE.
Com o objetivo de reduzir e controlar os efeitos sobre a saúde pública da utilização destes produtos, o Governo decidiu proibir a sua utilização em zonas de maior exposição da população ou tipicamente utilizadas por população mais vulnerável, como jardins infantis, parques e jardins urbanos de proximidade, parques de campismo, estabelecimentos de ensino, hospitais e outros locais de prestação de cuidados de saúde, e estruturas residenciais para idosos.
A proibição não se aplica em casos excecionais devidamente autorizados pela autoridade fitossanitária nacional (DGAV)."
Ora, quer dizer que as empresas autorizadas ao abrigo do artº 19 e que o fizeram unicamente para prestar serviços Zonas de Lazer, zonas urbanas e vias de comunicação (ups.... estás ficaram de fora... lapso? ou meramente para justificar as taxas que já cobraram???) vão ver o seu esforço financeiro e humano, deitado pela sarjeta... (não, às tantas vai ser ressarcidas...tenho fé)!
Depois, temos ainda de esperar a autoridade fitossanitária nacional crie uma listagem de exceções (ou não, ou sim, ou talvez...ou....foi o conselho de ministros que decidiu... por isso, sem stress).
Vejamos....! HUMMMMMMMMMMM, se isto não é zigzaguear com o assunto é o quê?
E este slide a varrer a estrada e a levantar pó é o que o veículo do estado português faz, tem feito, sabe fazer e teima em persistir em qualquer assunto que legisla e, particularmente na temática da fitossanidade, então é uma casa a arder!
Não há coerência, não há estabilidade, não há respeito, não há regras...enfim, não há assertividade!
Viva o nosso Portugal ziguezagueante!
Já agora... escreve-se zig-zag ou ziguezague?????? 
esperemos pela decisão do próximo conselho de ministros!


Bem haja!


domingo, 4 de dezembro de 2016

CIPP - inspeção de pulverizadores...

O Dec. Lei 86/2010 de 15 de Julho estabelece o regime de inspecção dos equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos autorizados para uso profissional, transpondo para a ordem jurídica interna, na parte relativa aos equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos, a Directiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Outubro, que estabelece um quadro de acção a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas e transpõe a Directiva n.º 2006/123/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de Dezembro. os pulverizadores terão que ser alvo de uma inspeção  estabelece o regime de inspecção obrigatória dos equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos autorizados para uso profissional, transpondo para a ordem jurídica interna, na parte relativa aos equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos, a Directiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Outubro, que estabelece um quadro de acção a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas e transpõe a Directiva n.º 2006/123/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de Dezembro.

Desta forma os pulverizadores com mais de 5 anos terão que ser submetidos à referida inspeção e obterão, ou não, um certificado de inspeção, que nesta primeira fase terá uma validade de 5 anos e, após 2020 passará a ter uma validade de 3 anos para as inspeções realizadas após 31/12/2019.

As entidades reconhecidas  pela DGAV - CIPP (centros de inspeção periódica de pulverizadores) - são até ao momento, em Portugal, unidades móveis que se deslocam ao local, indo assim ao encontro do agricultor evitando possíveis constrangimentos que se prendem com o deslocamento dos pulverizadores aos CIPP fixos.

Os CIPP´s terão que ter inspetores certificados e reconhecidos pela DGAV e, terão, acima de tudo, que executar o ato inspetivo com a isenção, brio, ética e a dignidade que toda esta problemática exige... (a ver vamos)!

As  infracções constituem contra-ordenações puníveis com coima cujo montante mínimo é de € 250 e máximo de € 3700, ou mínimo de € 500 e máximo de € 44 000, consoante o agente seja pessoa singular ou colectiva:
a) A utilização de equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos que não tenham sido aprovados em inspecção nos prazos previstos no presente decreto -lei;
b) A utilização de equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos provenientes de outros Estados membros que não tenham sido aprovados em inspecção ou para os quais não sejam apresentados os respectivos comprovativos da inspecção efectuada, em violação do disposto no artigo 7.º;

Neste contexto, surge a PROVA ÍMPAR, CIPP reconhecido pela DGAV. Está equipado com unidades móveis com tecnologia de ponta e inspectores especializados e com vasta experiência na área da fitossanidade, mecanização agrícola,  para além de terem uma experiência de campo de mais de 15 anos, o que faz do CIPP PROVA ÍMPAR um centro com experiência e sensibilidade inquestionável para avaliar e dar prossecução ao ato inspetivo com o rigor e profissionalismo que a temática exige!

Mais que uma obrigação, as inspeções de pulverizadores são uma questão de respeito pelas normas ambientais, segurança alimentar, segurança do operador e economia... 
Bem haja!


sábado, 15 de outubro de 2016

Feiras...


Qual a diferença entre as feiras que se querem afirmar no panorama internacional, como aquelas que atraem a Europa para si e o resto do mundo até si, e as que apenas se limitam a existir como meras feiras regionais e/ou Nacionais de expressão reduzida à escala de cada país?
A diferença está no "Branding"! 
Uns fazem outros não!
Quando se pesquisa na net este tipo de eventos, é curioso verificar que uns ainda estão a limpar os pavilhões da última edição e já a próxima edição é publicitada... Vejam por exemplo a "Fruit Attration" em Madrid que decorreu entre os dias 5 a 7 corrente e já anunciam a nova edição entre os dias 18 e 20 de  de outbro de 2017.
A "Agritechnica" em Hannover, 12 a 18 de Novembro de 2017, já está anunciada há muito...
Bom, mas as feiras que se promovem e vendem como "marca" são as que encaram a sua imagem e a sua posição como uma mais valia global para o país que representam pois acabam por ser representantes do Globo e, isso, marca a história e traça o caminho das tendências do consumos, afinal o verdadeiro motor das economias modernas!
Por cá, apenas timidamente nos afirmamos...
Eis algumas da feiras que irão acontecer em 2017 por essa Europa fora ...