O nabo já é consumido desde há muito tempo, ponderando-se ser uma cultura pré-histórica. Os Romanos já o distinguiam em variedades compridas, redondas e achatadas, sendo algumas designadas com os nomes de cidades gregas.
Supõe-se que o berço do nabo seja a Ásia Central, a Oeste dos Himalaias, se bem que a margem Norte do Mediterrâneo foi de importância fulcral para o seu desenvolvimento e difusão na Europa.
Em Portugal, existe uma Confraria Nabos e Companhia, situada em Carapelhos, Mira.
Culinária
Bastante difundidos na nossa culinária, o nabo, as nabiças e os grelos de nabo são, desde sempre, alimento comum nas nossas mesas.

Cozido à Portuguesa que se preze, tem de levar nabo; e é muito comum no puré das sopas de legumes. Menos comum, mas utilizado, é a mistura do puré de nabo com outros purés, nomeadamente batata, cenoura ou abóbora.
Ainda há quem o descasque e rale, temperando com limão para consumo em crú, sozinho ou misturado com outras saladas.
Há quem os coza e os sirva com manteiga derretida aromatizada ou molho de queijo.
Os temperos mais utilizados são sal, azeite, e plantas aromáticas como cebolinho, funcho, salsa, cravinho, mostarda, coentros e hortelã.
O nabo ainda é usado para fazer doce, também conhecido por “nabada”, com açúcar e amêndoa.
As nabiças, por sua vez, são largamente utilizadas nas sopas e nos esparregados, e também em migas, cozidas com feijão-frade a acompanhar peixes fritos ou enchidos, ou simplesmente cozidas, temperadas com azeite e servidas como acompanhamento. As folhas mais novas e tenras podem ser usadas, em cru, como salada.
Na zona de Góis, também se usam em papas, tanto papas doces (papas de água com mel) como em papas salgadas, ambas com farinha de milho.
Já os grelos, costumam ser cozidos sozinhos e servidos como acompanhamento, salteados ou então usados para fazer arroz de grelos.
Nutrição
Qualquer um deles, tem um valor nutritivo interessante, sendo ricos em vitaminas e em fibras, assim como em cálcio e ferro .
No quadro seguinte, encontram-se os valores médios para 100 gramas de alimento não cozinhado, já que o processamento pode alterar alguns dados.
As percentagens de Dose Diária Recomendada (DDR) indicadas referem-se a uma dieta de 2000KCal e diferem em função da idade, sexo, peso corporal e ocupação da pessoa.
Adaptado de: http://www.centrovegetariano.org/Nutrientes.htmlMedicina Tradicional Portuguesa
A polpa de nabo cozida é utilizada como cataplasma de frieiras; as nabiças em salada são bons anti-celulíticos; os nabos e as nabiças ajudam nas colites e obstipações, e os nabos, devido ao seu conteúdo em vitamina C, ajudam nos casos de eczemas.
Talvez o uso mais conhecido do nabo, no entanto, seja o xarope para a tosse, excelente por si só e melhorado com a adição de cenoura, contra catarro, tosse e bronquites.
Após estas considerações, tolos seríamos se não incluíssemos algum destes ingredientes na nossa alimentação, a qual, por si só, deve ser diversificada.
Existem imensas receitas e formas de preparar e, como sempre, o limite é a imaginação; mas hoje, tendo em conta a época do ano, favorável a tosses e constipações, a receita escolhida é de carácter medicinal.
Xarope de Nabo
Descascar e cortar em pedaços pequenos uma ou duas cabeças de nabo cruas.
Para cada duas partes, juntar uma de açúcar mascavado ou amarelo; ou, se se preferir mais doce, uma parte de nabo e uma parte de açúcar.
Deixar macerar um pouco, e ir tomando o xarope que se forma, às colheradas, ao longo do dia.
Quando se esgotar, adicionar mais açúcar. Utilizar novos pedaços de nabo quando já não se formar xarope com o açúcar.
* Catarina Lourenço http://www.blogger.com/profile/14752411433810543806








