sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal...


Que este ano se mofine depressa e que o próximo seja encarado com a força de um toiro bravo... até lá um FELIZ NATAL A TODOS!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Isabel II ganha com agricultura? Bruxelas diz que não...

Comissão Europeia quer impedir que Rainha de Inglaterra aceda a ajudas agrícolas


No Reino Unido, nem mesmo os reis e as rainhas têm a vida facilitada. Prova disso, é que a Rainha de Inglaterra está a ter dificuldade em aceder aos subsídios agrícolas. Isto porque, a União Europeia (UE) está a tentar uma forma de impedir que os grandes proprietários agrícolas, com a Rainha de Inglaterra ou a Nestlé, tenham acesso a centenas de milhares de euros só de subsídios.

É preciso «fazer mais com menos», considerou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), citada pelo «Jornal de Notícias». Esta medida, presente no seu relatório de Avaliação das Reformas Políticas da Agricultura na UE, pretende criar «uma janela de oportunidade» no preço das matérias-primas.

As recentes reformas da Política Agrícola Comum (PAC) têm reduzido as alterações nos mercados. É preciso redireccionar a PAC para se passar «do forte subsídio aos rendimentos ao apoio a investimentos num sector agro-alimentar forte e competitivo» disse Ken Ash, director da OCDE.

Só nas últimas décadas, os apoios públicos às receitas agrícolas diminuiram de 39% em 1986-1988 praa 22% em 2008-2010. Esta quebra deve-se em grande parte ao aumento dos rendimentos, o que retirou o acesso a alguns subsídios.

Já no próximo dia 12, a Comissão Europeia vai apresentar uma nova proposta de reforma da PAC ,o que na prática, vai limitar os pagamentos aos agricultores activos. No que respeita às grandes explorações com pouca mão-de-obra será criado um valor máximo para os apois concedidos.
Texto integral retirado de: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/pac-agricultura-subsidios-ocde-isabel-ii-bruxelas/1286685-1730.html

A minha opinião

Acho mal!
Acho mal muito mal... a UE não está a ver bem o filme histórico e, se tivesse estudado a lição antes de publicitar estes disparates, teria verificado que a realeza não perde direitos e a ela nada se tira; o povo sim, ao povo pode tirar-se!
Depois, mais uma vez a UE está a assumir uma postura arrogante e que revela pouco respeito e educação pelos mais velhos. A Rainha é mais velha que a própria UE e isso não se faz à senhora... com a idade que tem quando souber do sucedido ainda lhe dá uma coisa má e ficará por certo mais caro à UE (e a nós todos) o valor da indeminização que o mísero subsídio que ela irá receber... ainda por cima, com um bocado de jeito e sorte, a UE nem teria de dar nada à senhora Rainha de forma justificada porque às tantas ela tem o parcelário mal feito e nem o foi retificar dentro dos prazos estabelecidos;
Depois, continuo a achar mal, porque sem a ajuda da UE o Palácio de Buckingham deixa de ser competitivo e rentável e vai dai está-se mesmo a ver que uma data de trabalhadores poderão ir para o fundo de desemprego (uma vez mais pagos pela UE e por nós)...
Não acho portanto nada bem e se necessário for eu abdico do meu RPU (UPR lá na Inglaterra) em prol da senhora, já bem lhe basta não poder utilizar gasóleo agrícola no Bentley, quando vai regar as orquídeas que ficam numa ponta do jardim a 35 Km do palácio, e lhe terem também cortado a electricidade verde...
Quanto à Nestlé... acho bem porque eles não andam a utilizar o subsídio para fazer baixar o preço do chocolate e pegam no dinheiro para ir passar férias ao palácio da Rainha...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vindimas Parte 4...

Caros amigos... mais um ano de vindimas... mais um S. Miguel!
Qual a qualidade das uvas que vamos vinificar? A qualidade é variável de ano para ano e, neste em particular, temos uma matéria prima resultante de uma campanha que se revelou difícil em termos de fitossanidade (míldio, oídio…), pelo que em determinadas zonas do país temos uvas que estão afectadas negativamente. Se em determinadas regiões vitivinícolas as vindimas terminam cedo, na Região dos Vinhos Verdes estas entram pelo Outubro dentro, altura em que normalmente as chuvas começam a fazer estragos.
“Há portanto uma necessidade premente de tratar o que tão bem é tratado pelas mãos delicadas do povo vindimador”!
O processo que a seguir se explana serve de orientação para as vinificações feitas por amadores (que fique bem claro!)
Falarei da vinificação de uvas brancas e numa outra oportunidade abordarei a vinificação de uvas tintas.
Colheita
As uvas deverão ser colhidas com o máximo cuidado para chegarem ao lagar o mais intacto possível e o mais rápido possível. Evitar o esmagamento durante o transporte e a exposição excessiva ao calor para que não haja fermentações antecipadas do mosto nem haja fermentações a temperaturas impróprias que darão origem a vinhos de má qualidade e com tendência para “adoecerem” na vasilha.
Receção
Depois de rececionadas, as uvas são desengaçadas e esmagadas.
O processo de desengace evoluiu muito e agora os desengaçadores, na sua maioria, estão associados aos esmagadores, e um bom esmagador/desengaçador deverá retirar todo o cango sem o macerar e sem esmagar as grainhas.

Vantagens do desengace
• Permite um aumento da graduação alcoólica, uma vez que o cango contém água e não açúcar;
• Verifica-se um melhoramento a nível gustativo, pois os componentes do engaço têm gostos adstringentes, vegetais e herbáceos, permitindo assim conservar a finesse;
• Permite economizar espaço, uma vez que o engaço representa cerca de 3 a 7% da vindima em peso e 30% em volume, implicando a utilização de um menor número de cubas de fermentação, a manipulação e prensagem de menor quantidade de bagaço;
• Obtém-se ganho em cor, pelo menos no imediato, pois evita a fixação da matéria corante do engaço.
Desvantagens do desengace
• O engaço facilita a condução da fermentação, pois absorve calorias e pode evitar temperaturas excessivas uma vez que permite a entrada de ar. Geralmente, as fermentações com o engaço são mais rápidas e mais completas;
• A prensagem com o engaço torna-se mais fácil ;
• O desengace acentua as dificuldades da vinificação; não existem problemas de fermentação em vindimas não desengaçadas;
• O desengace pode aumentar a acidez da vindima, pois o engaço é pouco ácido, mas rico em potássio.
• ESMAGAMENTO

• A operação de esmagamento consiste no rompimento da película da uva, de modo a libertar polpa e sumo. O grau de esmagamento é definido pelo espaço entre rolos, e uma vez que o tipo de esmagamento exerce influencia sobre toda a vinificação, sobre a conduta da fermentação e da maceração e também sobre a qualidade do vinho que se obtém, é necessário que o mesmo seja adequado sem ser demasiado prolongado nem ser efectuado por forma a esmagar as grainhas.
• Este processo, além de proporcionar um arejamento do sumo, permite colocar em contacto o açúcar do interior da uva com as leveduras que se encontram à superfície das películas.
• O esmagamento é feito mecanicamente.






Depois de desengaçado e de esmagado o vinho branco é feito de bica aberta, isto é, as uvas não fermentam juntamente com a “manta” como acontece nos tintos.
Os bagos previamente esmagados deverão ser posteriormente prensados, operação esta que consiste na extração do sumo da uva (mosto).
Há vários tipos de prensas e estas deverão ser adquiridas em função da dimensão da exploração.


Decantação
A decantação consiste em separar duas fases, a liquida e a sólida, normalmente denominada
de borras, antes da fermentação alcoólica.
Depois de ocorrer a prensagem há em suspensão várias partículas como resto de película e
engaço, pó, entre outros resíduos.
Depois do vinho colocado na cuba de fermentação (vasilha), ocorre a sedimentação das partículas em suspensão pela ação da força da gravidade, e este processo é tanto mais rápido e eficaz quanto menor for a altura da cuba e, claro, depende também do tamanho e natureza das partículas em suspensão.


Nesta fase é importante evitar durante 12 a 24 horas que o vinho entre em fermentação pois além de impedir a decantação favorece o desenvolvimento de maus fermentos. Há, portanto, que adicionar anidrido sulforoso (SO2) sulforoso, que é um produto com um grande poder anti oxidante, um inibidor de enzimas oxidásicas, combina-se com os produtos de oxidação, estabiliza os pigmentos antociânicos, evita a ocorrência de diversos acidentes e assegura a inibição de uma larga gama de micoorganismos.
Deve ser usado com cuidado porque em excesso induz mau gosto ao vinho (ovos podres) e pode amuar a fermentação (Há legislação específica sobre as quantidades máxima que um vinho pode conter e nos rótulos faz referência que contém sulfitos).
Poderemos adicionar metabissulfito de potássio à razão de 10 a 15 g/hl ou solução sulforosa a 6% à razão de 50 ml/hl.


Há depois que realizar uma trasfega (12 a 24 horas) e adicionar leveduras para um bom desdobramento de açúcares e para que a fermentação não demore mais que o necessário, já que fermentações longas aumentam a acidez do vinho. Também nesta fase se deve adicionar taninos à razão de 10 g/Hl.
Depois do mosto entrar em fermentação, teremos que, diariamente, verificar a densidade e quando o mustímetro acusar entre 1010 e 1050, poderemos envasilhar o vinho.

Há necessidade, posteriormente de mandar analisar o vinho para ver da necessidade de adição de SO2 e outros constituintes (tartárico, cítrico…).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Informação nos Rótulos


Finalmente, e já não era sem tempo, as empresas começam a colocar nos rótulos informações que vão acompanhando as novas tendências e desenvolvimento do saber nesta área.
Quando se aplica um produto ao solo, seja ele fungicida, insecticida ou herbicida, temos o problema resolvido, pois é fácil pegar numa fita métrica e calcular áreas. O problema é quando se quer aplicar um produto a uma cultura arbórea ou arbustiva que possui determinada massa verde, pois deixamos de falar em metros quadrados de terreno e passamos a falar em metros cúbicos de massa verde, isto é, passamos de área a volume.
Acontece que ainda há muito utilizador, quando se trata de culturas arbóreas ou arbustivas, que aplica os PF sempre em função da concentração independentemente do volume de calda utilizado, ignorando a informação dada no rótulo, informação essa que tem por base a dose (quantidade de produto por hectare). Esta dose de facto refere-se a quantidade de produto por hectare mas, no caso de culturas arbustivas ou arbóreas, refere-se a quantidade de massa verde (volume) que um hectare de terreno possui (área) e isso depende do tipo de condução, da variedade, do compasso de plantação, etc.
Assim, se não é difícil realizar esse cálculo para determinar o volume de massa verde, recorrendo ao TRV (pomares - já muito utilizado na Região Oeste e em função do volume de copa assim se utiliza uma determinada concentração) ou LWA (vinhas - ainda pouco ou nada utilizado em Portugal), também não está acessível a qualquer utilizador menos informado e tecnicamente menos evoluido.
As empresas na tentativa de disponibilizarem a informação que melhor serve os interesses de todos, dão informação em função da concentração para alto volume (1000L/ha) e referem que, caso se utilize equipamentos de médio ou baixo volume (turbina ou atomizadores) a concentração deverá ser ajustada por forma a manter a dose do alto volume.
Acontece que esta informação nem sempre é bem interpretada e o aplicador utiliza concentrações de princípio a fim. Se o volume de calda se aproxima dos 1000L/ha então a dose é aplicada (bem ou mal, pois resta saber se há ou não massa verde que a suporte), caso contrário a dose fica aquém do esperado o que é particularmente problemático nos estados fenológicos de maior desenvolvimento vegetativo.
Surge então uma nova forma de informar que, se não é ainda perfeita, é um bom complemento à anterior, e só estamos à espera que os stocks dos produtos se esgotem para ver em definitivo a informação mais adequada e que melhor sirva os interesses de todos.
Como se poderá ver no exemplo extraído de um rótulo recomenda-se concentrações até determinada fase e a partir do pleno desenvolvimento vegetativo a recomendação passa a ser feita à dose o que permite menos falhas.


Estou convicto que, se todos colocarem nos rótulos tal informação as aplicações serão mais conseguidas e a eficácia vs eficiência andarão de mãos dadas com todas as implicações positivas que isso tem (ambientais, económicas e biológicas e segurança alimentar)!
Coisas há ainda a melhorar na informação que se dá no rótulo, como por exemplo o tamanho das letras e a discrepância entre as fichas de dados de segurança e o rótulo no que diz respeito às medidas de emergência em caso de acidentes, mas a seu devido tempo lá chegaremos...
Esperemos que os sinais dos tempos nos tragam tempos com outros sinais!

domingo, 17 de julho de 2011

Daniel Campelo: Emprego agrícola


O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, quer fazer com que o “mundo rural” volte a gerar emprego.
(Fonte: Correio da Manhã)

Bem, caro vizinho, a ver vamos se faz pela agricultura o que fez por Ponte de Lima, isto é, se coloca a agricultura no mapa das prioridades, da importância económica e estratégica, da empregabilidade, tal qual o fez com Ponte de Lima ao colocar esta Vila no mapa das visitas, dos jardins, das feiras e exposições..., nem que para isso tenha de fazer outra "birra" com ou sem queijos à mistura, desde que promova, apoie e desenvolva políticas sérias para o sector da agricultura e florestas, terá o meu apoio e o de milhares de Portugueses!
Ah, não se esqueça que somos vizinhos e se falhar nas suas promessas quando passar debaixo da minha janela atiro-lhe com um tomate à cabeça!
Bom trabalho...