sexta-feira, 20 de maio de 2011

Recolha de Embalagens Vazias de Pf´s - VALORFITO


Decorre durante o mês de Maio de 2011 o 1º período de recolha das embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA COM TRACTORES AGRÍCOLAS

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) fez, no passado dia 16 do corrente, em Santarém, o lançamento da campanha "PREVENÇÃO DA SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA COM TRACTORES AGRÍCOLAS".
Irá ser distribuído um tríptico (que se apresenta a seguir digitalizado na íntegra) o qual alerta para os perigos e sensibiliza...






A minha opinião:
Acho bem, aliás, muito bem, que se faça esta campanha, que, segundo o que sei, irá passar nos meios de comunicação. Mais vale tarde do que nunca e desde já os meus parabéns aos mentores e aproveito para lançar o repto, a quem de direito, para que relancem a "família prudêncio", que se bem se lembram versava o tema de aplicação de produtos fitofarmacêuticos (pesticidas, à época, área essa onde também acontecem acidentes...)
Voltando ao assunto dos acidentes com tractores agrícolas, devo confessar algumas perplexidades que me assombram, a referir:
1ª - porque é que a carta de ligeiros habilita a condução de tractores agrícolas?
2ª - porque não vejo envolvidas nesta campanha todas as organizações do sector agricola?
3ª - porque é que a formação profissional em Operadores de máquinas agrícolas (antigos OMA, agora com outra terminologia e, por ventura, outra intenção) viu a carga horária ser diminuida?

Respostas:
Perplexidade nº1: porque é que a carta de ligeiros habilita a condução de tractores agrícolas?
Ora bem, pois não sei!
Não sei se isto se passa só em Portugal (?), o que sei é que em Portugal não se deveria passar. Conduzir um veículo ligeiro é a mesma coisa que conduzir um tractor, só que um tractor não deveria ser conduzido, mas sim operado. Então aí o caso muda de figura e conduzir um veículo ligeiro não é a mesma coisa que operar um tractor agrícola, o que faz toda a diferença, talvez a diferença entre a vida e a morte!
Sabiam que existem muitos "agricultores de fim de semana ou de início de reforma" que pegam num tractor pela 1ª vez e vão para os campos acidentados do minho e trás-os-montes, colocam os netos na caixa de carga e vão felizes e contentes em direcção a um destino incerto...? Esses "agricultores", logo na primeira curva ou no primeiro socalco têm uma forte probabilidade de ficarem sinalizados com uma cruz onde todos os anos se coloca lá um ramo de flores em sua memória.
Assim, a carta de condução de automovéis ligeiros (e vou mais além, a de pesados também) não deveria dar habilitação para a condução de máquinas agrícolas (já agora também para as motas, o que é outro disparate completo).
Perplexidade nº 2 - porque não vejo envolvidas nesta campanha todas as organizações do sector agricola?
Pois também não sei!
Será que é assim tão difícil reunir consensos em Portugal? Pois deve ser, e vejam o que se passa noutros quadrantes da sociedade, para arranjar uma explicação para o caso, e mais não digo....
Perplexidade nº 3 - porque é que a formação profissional em Operadores de Máquinas Agrícolas (antigos OMA, agora com outra terminologia e, por ventura, outra intenção) viu a carga horária ser diminuida?
Ora aí está uma que eu sei, eu sei esta, iupiiiiiiiii...
Os antigos cursos de Operadores de Máquinas Agrícolas (OMA) agora chamam-se Mecanização Básica e Condução de Veículos Agrícolas de Categoria III. A substituição das palavras "operadores de máquinas" pelas palavras "condução de veículos" muda tudo e faz toda a diferença. Com isto desresponsabilizou-se o operador, logo, menos responsabilidade, claro, menos horas de formação (75 horas a menos se não me engano) e tudo porque há menos dinheiro... é isso, é uma questão monetária! A vida cada vez mais... vale menos!
Seja como for, a campanha é bem vinda e poderia ir um pouco mais além, já que acidentes não passam só pela máquina "tractor", mas, sendo uma campanha da ANSR eu até compreendo!
A cada dia que passa o que se deseja é que se registem cada vez menos acidentes. Isso passa pela sensibilização, pela formação e por algumas mudanças legislativas que terão que ser transversais aos partidos e comuns à politica - a uma política de qualidade que salvaguarde o património agrícola nacional, onde as pessoas também se encaixam!
Bem haja ao projecto!
video da campanha em http://www.ansr.pt/

terça-feira, 5 de abril de 2011

Agricultando parte I


Não posso deixar de me associar (eu e o Horticularidades, o horticularidades e eu) a este grande evento que terá lugar resturante Irene Jardim, Porto, nesta Quinta feira pelas 20 horas, que é o lançamento do Grande livro Agricultando de um ainda maior amigo e ser humano que é o Joaquim Leça.
Este Madeirense de gema, peculiar na sua essência, singular no seu destino e forma de estar, tem feito um trabalho em prol da divulgação da agricultura Madeirense e dos valores que ela encerra, de valor inestimável...
Mais não digo, amigos e desconhecidos apareçam... o horticularidades voltará com fotos e notícias do evento.
Bem haja, Joaquim, tu mereces...
Aquele abraço..."agora cá"

segunda-feira, 21 de março de 2011

Hoje é o dia...

Como horticultor que sou e revelando interesses no âmbito ambiental, não posso deixar de dizer um olá à Primavera!
A primavera começa hoje e, com ela, uma série de acontecimentos em catadupa, alguns dos quais hormonais, nos assolam e nos deixam mais ou menos preocupados em função dos interesses de cada um.
O Governo, cai ou não?
O Porto, é campeão na Luz ou não?
Apanham o Kadafi, ou não?
Os Japoneses, evitam uma catástrofe nuclear ou nem por isso?
E o gasóleo, baixa ou não?
Etc, etc, etc...
Quanto a mim, a pergunta seria mesmo: - e as alfaces que tenho para vender, cobrem o custo de produção ou não? (não, infelizmente!).
Mas nem só de tragédias vive este planeta; este dia merece ser comemorado com alegria por todos, como o fazem as crianças das escolas que neste dizem lhes dizem para se lembrarem da floresta e nos restantes pouco se importam de os continuar a educar para uma cidadania responsável, que é sem dúvida uma cidadania de futuro - falamos da floresta que só por sí é responsável por captar muito dióxido de carbono, de empregar directa e indirectamente mais de 200 mil pessoas e que representa um sector com forte exportação.
Fico sempre muito mais sensível neste dia, em qaue o sol brilha (hormonas, é ao que me refiro, em que as miúdas do liceu mostram as suas barriguitas e os moços andam de camisolas de alças com tatuagens exotéricas e com o cú à mostra).
Passo por eles, principalmente pelos machos e fico logo a pensar na necessidade de reflorestar o País, já que as empresas de celulose não têm matéria prima que chegue para fazer papel, quanto mais para fazer fibras utilizadas nas calças dos ditos cujos... por isso, reflorestemos e preservemos o que de mais importante tem este Portugal - a floresta (mesmo muito antes do turismos, pois no deserto só vagueiam beduínos com os seus camelos...)- para não corrermos o risco de andar com o cú à mostra...
Eu por mim tento educar e sensibilizar ao mesmo tempo que preservar a floresta é uma ideia que me assiste e acompanha, quer através deste blog, quer através da educação e da sensibilização que vou fazendo pelos sítios por onde passo e com as pessoas com quem convivo. Em minha casa, por exemplo, além de se plantarem árvores (fora dela, subentenda-se), o papel que se utiliza é "escrevinhado" ao milímetro e no final ainda vai parar ao sítio adequado - reciclagem...enfim, faço o que posso!
A grande mensagem é mesmo essa: - cada um fazer o que pode e o que faça que faça com sentido de preservação do futuro deste Portugal - pequenos gestos, grandes atitudes!
Mas, neste dia, nem só de floresta se faz o passar das horas, e, por certo, será justo também dizer que este dia é o dia de:
- dia International da Astrologia;
- dia das Mães – na Jordânia, Líbano, Síria e Iêmen;
- dia Nacional da Terra, no Brasil;
– dia do Equinócio de Primavera, no Japão;
– dia de Benito Juárez, no México;
- dia da Independência da Namíbia;
- OMS, Dia Mundial do Sono;
- UNICEF – dia Mundial da Infância;
- ONU - dia Internacional Contra a Discriminação Racial;
- dia Mundial da Floresta (Dia Mundial da Árvore);
- UNESCO: dia Mundial da Poesia;
- dia Internacional da Síndrome de Down;
- dia Universal do Teatro.

Como podem ver, este é o dia em que por todo o mundo há razões para sermos felizes e sorrir a cada passo que damos...
Hoje eu sorrio... por ti, por mim, por Portugal...
Se não plantarem uma árvore, não arranquem nenhuma pelo menos!
Bem haja...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Opinião..., por Domingos Veloso*

Os dias correm apressados em direcção à incerteza, pelo menos para mim... verifico as conversas dos políticos... as mensagens são desanimadoras quase em todos os quadrantes. No entanto lá de quando em vez sopram umas palavras, frases que fazem renascer uma certa esperança. Será somente a grande vontade que tenho em acreditar que este país ainda tem futuro e que este está para breve. Receio tristemente que a cada palavra de esperança, dita por alguém com responsabilidade neste rectângulo, eu me agarre firmemente tal é a minha necessidade de acreditar.
Em tempos, na minha juventude, olhava maravilhado para as caras janotas de dentes bem tratados, cabelos cuidadosamente penteados e fatos, geralmente escuros, de bom corte. As palavras saiam daquelas bocas e espalhavam sabedoria. Eu pensava... Pensava então como seriam inteligentes esses senhores... pensava eu, coitado, limitado, não iluminado... ser comum... nunca poderia aspirar a tal.
Hoje penso... penso que era tudo televisão... afinal ilusão... claro, todos esses bem falantes levaram este país ao ponto onde ele está.
Como foi possível deixar-nos chegar a este estado... como foi possível tentar criar um país moderno, atractivo para se viver sem produzir aquilo que nos faz falta... não falo de carros nem de computadores, embora reconheça a sua mais valia para a economia... neste momento estou a falar de milho, vinho, hortícolas, azeite, fruta, leite, carne ...
Os nossos governantes, hoje, falam em ajudar.. Ajudar?... Eu digo-vos, Srs Governantes, como devem ajudar:
- Eu, produtor, quero que me paguem as produções a preço justo!
Eu, produtor, quero que me ajudem a promover os meus produtos no mercado nacional, internacional. Como?... Então não era o momento exacto para lançar uma campanha publicitária, completamente transversal, apelando veementemente ao consumo do produto nacional, fazendo passar a mensagem de que o consumo dos nossos produtos podem significar um aumento, se existe, nos gastos familiares mas, comparado com o beneficios que teremos a curto prazo esse custo é irrisório.
Eu, Produtor, quero facilidades de contratação sazonal de mão de obra... a agricultura é uma actividade sazonal, ou não!!! Como é possível pagar os encargos com mão-de-obra que é necessária no Verão mas que durante os meses de Inverno não é necessária.
Eu, produtor, exijo dos governantes medidadas de defesa das nossas empresas agrícolas e agro-alimentares.
Eu, produtor, quero uma política estratégica definida - muito bem definida – capaz de orientar os empresários agrícolas e, que não mude com o ministro, lançando para o lixo os investimentos realizados até então. Uma estratégia de visão para o futuro, que projecte o país a longo prazo e não até às próximas eleições.
Eu produtor, exijo seriedade dos políticos e em toda a administração do estado.
Mas, os agricultores e/ou empresários agrícolas também têm uma tarefa importante a desempenhar na recuperação do momento actual da agricultura. Esta tarefa passa por produzir a custos caca vez mais baratos, ou seja, aproveitar os recursos de forma mais eficaz. Passa por valorizar os nossoa produtos e não os entregar a preços completamente proibitivos.
Em tempos falei com um alto quadro da grande distribuição e concluí que a grande distribuição está altamente organizada, sendo esta organização altamente especializada e profissional. Por outro lado, a montante deste negócio, a produção esta completamente desorganizada na comercialização, permitindo que a mais valia gerada no negócio raramente chegue ao produtor que é aquele que arca com a grande fatia do risco. É então urgente organizar a produção. É urgente criar uma organização transversal, que apoie e aproveite todas as estruturas existentes mas que tenha a capacidade de colocar os horticultores a falar a uma só voz, impedindo que os nossos produtos sejam concorrentes de si mesmos, fazendo desta forma que a muito bem organizada distribuição aproveite este fenómeno para fazer baixar o preço à produção.
Meus caros, reside aqui a diferença entre sorrir na agricultura ou acordar às 3 horas da manhã e não mais dormir. É obvio que temos que lutar.
Domingos Veloso
* Engº Domingos Veloso horticultor