Como horticultor que sou e revelando interesses no âmbito ambiental, não posso deixar de dizer um olá à Primavera!
A primavera começa hoje e, com ela, uma série de acontecimentos em catadupa, alguns dos quais hormonais, nos assolam e nos deixam mais ou menos preocupados em função dos interesses de cada um.
O Governo, cai ou não?
O Porto, é campeão na Luz ou não?
Apanham o Kadafi, ou não?
Os Japoneses, evitam uma catástrofe nuclear ou nem por isso?
E o gasóleo, baixa ou não?
Etc, etc, etc...
Quanto a mim, a pergunta seria mesmo: - e as alfaces que tenho para vender, cobrem o custo de produção ou não? (não, infelizmente!).
Mas nem só de tragédias vive este planeta; este dia merece ser comemorado com alegria por todos, como o fazem as crianças das escolas que neste dizem lhes dizem para se lembrarem da floresta e nos restantes pouco se importam de os continuar a educar para uma cidadania responsável, que é sem dúvida uma cidadania de futuro - falamos da floresta que só por sí é responsável por captar muito dióxido de carbono, de empregar directa e indirectamente mais de 200 mil pessoas e que representa um sector com forte exportação.
Fico sempre muito mais sensível neste dia, em qaue o sol brilha (hormonas, é ao que me refiro, em que as miúdas do liceu mostram as suas barriguitas e os moços andam de camisolas de alças com tatuagens exotéricas e com o cú à mostra).
Passo por eles, principalmente pelos machos e fico logo a pensar na necessidade de reflorestar o País, já que as empresas de celulose não têm matéria prima que chegue para fazer papel, quanto mais para fazer fibras utilizadas nas calças dos ditos cujos... por isso, reflorestemos e preservemos o que de mais importante tem este Portugal - a floresta (mesmo muito antes do turismos, pois no deserto só vagueiam beduínos com os seus camelos...)- para não corrermos o risco de andar com o cú à mostra...
Eu por mim tento educar e sensibilizar ao mesmo tempo que preservar a floresta é uma ideia que me assiste e acompanha, quer através deste blog, quer através da educação e da sensibilização que vou fazendo pelos sítios por onde passo e com as pessoas com quem convivo. Em minha casa, por exemplo, além de se plantarem árvores (fora dela, subentenda-se), o papel que se utiliza é "escrevinhado" ao milímetro e no final ainda vai parar ao sítio adequado - reciclagem...enfim, faço o que posso!
A grande mensagem é mesmo essa: - cada um fazer o que pode e o que faça que faça com sentido de preservação do futuro deste Portugal - pequenos gestos, grandes atitudes!
Mas, neste dia, nem só de floresta se faz o passar das horas, e, por certo, será justo também dizer que este dia é o dia de:
- dia International da Astrologia;
- dia das Mães – na Jordânia, Líbano, Síria e Iêmen;
- dia Nacional da Terra, no Brasil;
– dia do Equinócio de Primavera, no Japão;
– dia de Benito Juárez, no México;
- dia da Independência da Namíbia;
- OMS, Dia Mundial do Sono;
- UNICEF – dia Mundial da Infância;
- ONU - dia Internacional Contra a Discriminação Racial;
- dia Mundial da Floresta (Dia Mundial da Árvore);
- UNESCO: dia Mundial da Poesia;
- dia Internacional da Síndrome de Down;
- dia Universal do Teatro.
Como podem ver, este é o dia em que por todo o mundo há razões para sermos felizes e sorrir a cada passo que damos...
Hoje eu sorrio... por ti, por mim, por Portugal...
Se não plantarem uma árvore, não arranquem nenhuma pelo menos!
Bem haja...
segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Opinião..., por Domingos Veloso*
Os dias correm apressados em direcção à incerteza, pelo menos para mim... verifico as conversas dos políticos... as mensagens são desanimadoras quase em todos os quadrantes. No entanto lá de quando em vez sopram umas palavras, frases que fazem renascer uma certa esperança. Será somente a grande vontade que tenho em acreditar que este país ainda tem futuro e que este está para breve. Receio tristemente que a cada palavra de esperança, dita por alguém com responsabilidade neste rectângulo, eu me agarre firmemente tal é a minha necessidade de acreditar.
Em tempos, na minha juventude, olhava maravilhado para as caras janotas de dentes bem tratados, cabelos cuidadosamente penteados e fatos, geralmente escuros, de bom corte. As palavras saiam daquelas bocas e espalhavam sabedoria. Eu pensava... Pensava então como seriam inteligentes esses senhores... pensava eu, coitado, limitado, não iluminado... ser comum... nunca poderia aspirar a tal.
Hoje penso... penso que era tudo televisão... afinal ilusão... claro, todos esses bem falantes levaram este país ao ponto onde ele está.
Como foi possível deixar-nos chegar a este estado... como foi possível tentar criar um país moderno, atractivo para se viver sem produzir aquilo que nos faz falta... não falo de carros nem de computadores, embora reconheça a sua mais valia para a economia... neste momento estou a falar de milho, vinho, hortícolas, azeite, fruta, leite, carne ...
Os nossos governantes, hoje, falam em ajudar.. Ajudar?... Eu digo-vos, Srs Governantes, como devem ajudar:
- Eu, produtor, quero que me paguem as produções a preço justo!
Eu, produtor, quero que me ajudem a promover os meus produtos no mercado nacional, internacional. Como?... Então não era o momento exacto para lançar uma campanha publicitária, completamente transversal, apelando veementemente ao consumo do produto nacional, fazendo passar a mensagem de que o consumo dos nossos produtos podem significar um aumento, se existe, nos gastos familiares mas, comparado com o beneficios que teremos a curto prazo esse custo é irrisório.
Eu, Produtor, quero facilidades de contratação sazonal de mão de obra... a agricultura é uma actividade sazonal, ou não!!! Como é possível pagar os encargos com mão-de-obra que é necessária no Verão mas que durante os meses de Inverno não é necessária.
Eu, produtor, exijo dos governantes medidadas de defesa das nossas empresas agrícolas e agro-alimentares.
Eu, produtor, quero uma política estratégica definida - muito bem definida – capaz de orientar os empresários agrícolas e, que não mude com o ministro, lançando para o lixo os investimentos realizados até então. Uma estratégia de visão para o futuro, que projecte o país a longo prazo e não até às próximas eleições.
Eu produtor, exijo seriedade dos políticos e em toda a administração do estado.
Mas, os agricultores e/ou empresários agrícolas também têm uma tarefa importante a desempenhar na recuperação do momento actual da agricultura. Esta tarefa passa por produzir a custos caca vez mais baratos, ou seja, aproveitar os recursos de forma mais eficaz. Passa por valorizar os nossoa produtos e não os entregar a preços completamente proibitivos.
Em tempos falei com um alto quadro da grande distribuição e concluí que a grande distribuição está altamente organizada, sendo esta organização altamente especializada e profissional. Por outro lado, a montante deste negócio, a produção esta completamente desorganizada na comercialização, permitindo que a mais valia gerada no negócio raramente chegue ao produtor que é aquele que arca com a grande fatia do risco. É então urgente organizar a produção. É urgente criar uma organização transversal, que apoie e aproveite todas as estruturas existentes mas que tenha a capacidade de colocar os horticultores a falar a uma só voz, impedindo que os nossos produtos sejam concorrentes de si mesmos, fazendo desta forma que a muito bem organizada distribuição aproveite este fenómeno para fazer baixar o preço à produção.
Meus caros, reside aqui a diferença entre sorrir na agricultura ou acordar às 3 horas da manhã e não mais dormir. É obvio que temos que lutar.
Domingos Veloso
* Engº Domingos Veloso horticultor
Em tempos, na minha juventude, olhava maravilhado para as caras janotas de dentes bem tratados, cabelos cuidadosamente penteados e fatos, geralmente escuros, de bom corte. As palavras saiam daquelas bocas e espalhavam sabedoria. Eu pensava... Pensava então como seriam inteligentes esses senhores... pensava eu, coitado, limitado, não iluminado... ser comum... nunca poderia aspirar a tal.
Hoje penso... penso que era tudo televisão... afinal ilusão... claro, todos esses bem falantes levaram este país ao ponto onde ele está.
Como foi possível deixar-nos chegar a este estado... como foi possível tentar criar um país moderno, atractivo para se viver sem produzir aquilo que nos faz falta... não falo de carros nem de computadores, embora reconheça a sua mais valia para a economia... neste momento estou a falar de milho, vinho, hortícolas, azeite, fruta, leite, carne ...
Os nossos governantes, hoje, falam em ajudar.. Ajudar?... Eu digo-vos, Srs Governantes, como devem ajudar:
- Eu, produtor, quero que me paguem as produções a preço justo!
Eu, produtor, quero que me ajudem a promover os meus produtos no mercado nacional, internacional. Como?... Então não era o momento exacto para lançar uma campanha publicitária, completamente transversal, apelando veementemente ao consumo do produto nacional, fazendo passar a mensagem de que o consumo dos nossos produtos podem significar um aumento, se existe, nos gastos familiares mas, comparado com o beneficios que teremos a curto prazo esse custo é irrisório.
Eu, Produtor, quero facilidades de contratação sazonal de mão de obra... a agricultura é uma actividade sazonal, ou não!!! Como é possível pagar os encargos com mão-de-obra que é necessária no Verão mas que durante os meses de Inverno não é necessária.
Eu, produtor, exijo dos governantes medidadas de defesa das nossas empresas agrícolas e agro-alimentares.
Eu, produtor, quero uma política estratégica definida - muito bem definida – capaz de orientar os empresários agrícolas e, que não mude com o ministro, lançando para o lixo os investimentos realizados até então. Uma estratégia de visão para o futuro, que projecte o país a longo prazo e não até às próximas eleições.
Eu produtor, exijo seriedade dos políticos e em toda a administração do estado.
Mas, os agricultores e/ou empresários agrícolas também têm uma tarefa importante a desempenhar na recuperação do momento actual da agricultura. Esta tarefa passa por produzir a custos caca vez mais baratos, ou seja, aproveitar os recursos de forma mais eficaz. Passa por valorizar os nossoa produtos e não os entregar a preços completamente proibitivos.
Em tempos falei com um alto quadro da grande distribuição e concluí que a grande distribuição está altamente organizada, sendo esta organização altamente especializada e profissional. Por outro lado, a montante deste negócio, a produção esta completamente desorganizada na comercialização, permitindo que a mais valia gerada no negócio raramente chegue ao produtor que é aquele que arca com a grande fatia do risco. É então urgente organizar a produção. É urgente criar uma organização transversal, que apoie e aproveite todas as estruturas existentes mas que tenha a capacidade de colocar os horticultores a falar a uma só voz, impedindo que os nossos produtos sejam concorrentes de si mesmos, fazendo desta forma que a muito bem organizada distribuição aproveite este fenómeno para fazer baixar o preço à produção.
Meus caros, reside aqui a diferença entre sorrir na agricultura ou acordar às 3 horas da manhã e não mais dormir. É obvio que temos que lutar.
Domingos Veloso
* Engº Domingos Veloso horticultor
terça-feira, 1 de março de 2011
Extra comunitários...

Recentemente foi lançado um alerta sanitário pelo RASFF (sistema de alerta rápido para alimentos)no qual alertava para a situação de tomates provenientes de marrocos terem sido encontrados em linhas de supermercados Suecos, nos quais tinham sido detectados resíduous de pesticidas de procimidona, um fungicida retirado da europa há vários anos. Também se detectaram resíduos de pesticidas (oxamilo e metamilo - também proíbidos na europa) em pimentos provenientes da Turquia!
Ora isto levanta-nos um problema (um porque afinal de contas são uma série deles...)de fiscalização (falta dela ou ineficácia da mesma) pelas autoridades competentes - estará em causa a saúde do consumidor?
Marrocos está aqui ao lado e os camiões que lá carregam entram no barco e vão direitinhos para os mercados europeus sem serem fiscalizados (parte deles, claro). Afinal de contas é tomate proveniente de produtores espanhóis, portugueses e outros, incluindo marroquinos que ao abrigo de protocolos entram na europa como que se na europa tivessem sido produzidos...
Da Turquia, com os Países de leste que entraram na comunidade, e devido à proximidade geográfica e política, o caso é semelhante...
Temos agora grandes grupos económicos que investem em todo o lado e de todo o lado importam mercadorias que chegam às nossas prateleiras!
De facto não há justiça neste mundo agrícola nem económico pois, os produtores nacionais, além de terem de cumprir regras muito mais apertadas e estarem sujeitos a uma desleal concorrência por via do preço exorbitante das matérias primas, estão também a competir com países onde a mão de obra custa por mês o valor de um almoço para 4 pessoas em Portugal ou de 1/3 de depósito de gasóleo de um qualquer automóvel...como se não bastasse, ainda se tem de competir com produtores que podem aplicar produtos fitofarmacêuticos que já não circulam na Europa!
Mete-me confusão que as grandes superfícies comerciais exijam protecção integrada aos agricultores, que cumpram as normas GLOBALGAP, certificação, etc, etc, etc e que, de repente, numa quebra qualquer da produção nacional (ou por outras razões - económicas...) importem de países onde as regras não são cumpridas (Marrocos por exemplo).
Depois fazem operações de charme o ano inteiro e o consumidor só se preocupa com o preço e com a vistosidade das coisas! E a qualidade alimentar?
Pois é... a qualidade alimentar não se vê, não se sente e não provoca danos no imediato, como tal tudo "marcha desde que bem apresentado" e nisso, bem, nisso há uns senhores que são especialistas...
O apelo e o grande objectivo desta publicação não é alarmar quem quer que seja, mas, simplesmente afirmar que a qualidade dos hortícolas produzidos em Portugal está ao mais alto nível em termos de segurança alimentar. Cabe a cada um de nós - consumidores - fazer um gesto tão simples como verificar a proveniência dos produtos e recusar os que são produzidos fora da comunidade europeia... se puderem consumir o que é português a economia nacional agradece, a segurança alimentar não é posta em causa e seremos todos muito mais felizes... vão ver!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Faço anos...
Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida....
Não vou fazer uma festa pelo facto do horticularidades ter surgido há precisamente um ano atrás, mas fico feliz por ele ainda continuar a existir. Nem sempre com a regularidade pretendida, mas existe...
O balanço de um ano de existência terá de ser feito, mas não o vou fazer, vou deixar, para não ser juíz em causa própria, que seja quem quiser. Neste ano fiz 36 publicações e tive 18800 e tal visitas, o que dá uma média de 3 publicações por mês e cerca de 52 visitas por dia... fico feliz!
Aproveito para reforçar que este blog também existe para vocês. Caso queiram enviem-me artigos para serem publicados em vosso nome que terei muito gosto em o fazer e sempre é uma forma de me ajudarem a construir um mundo agrícola melhor.. continuem também a comentar, só assim terei força para continuar.
Resta-me agradecer a todos, em especial ao meu amigo MArques, que me ajudou a construir este espaço e me deu dicas fabulosas...
Feliz natal a todos e tudo de bom, são os votos do horticularidades.
Até jáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Jorge Carvalho
Não vou fazer uma festa pelo facto do horticularidades ter surgido há precisamente um ano atrás, mas fico feliz por ele ainda continuar a existir. Nem sempre com a regularidade pretendida, mas existe...
O balanço de um ano de existência terá de ser feito, mas não o vou fazer, vou deixar, para não ser juíz em causa própria, que seja quem quiser. Neste ano fiz 36 publicações e tive 18800 e tal visitas, o que dá uma média de 3 publicações por mês e cerca de 52 visitas por dia... fico feliz!
Aproveito para reforçar que este blog também existe para vocês. Caso queiram enviem-me artigos para serem publicados em vosso nome que terei muito gosto em o fazer e sempre é uma forma de me ajudarem a construir um mundo agrícola melhor.. continuem também a comentar, só assim terei força para continuar.
Resta-me agradecer a todos, em especial ao meu amigo MArques, que me ajudou a construir este espaço e me deu dicas fabulosas...
Feliz natal a todos e tudo de bom, são os votos do horticularidades.
Até jáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Jorge Carvalho
domingo, 14 de novembro de 2010
BANCO DE TERRAS...

O banco de terras está na ordem do dia pelo facto de o BE ter feito uma proposta nesse sentido, de o Eng. Martino ter colocado uma petição on-line e pelo facto do País estar a precisar de dar de comer a quem perdeu o emprego..., a quem já nada lhe resta a não ser a esperança infundada na agricultura, que, à escala familiar, pode até ser que resulte...
Bem, eu concordo com o banco de terras, até porque há cerca de 5 anos me tornei Jovem Agricultor através de um projecto de investimento ao IFAP, projecto esse que necessitava de uma área de cerca de 3 ha. Ora não só tive dificuldade em arranjar a área como a que arranjei foi a um preço elevado, num sítio que em termos geocomerciais não foi dos melhores e em termos edafoclimáticos também não, mas, na insane lucidez do momento, embarquei pelo mar de espinhos e agora percorro o caminho cheio de feridas que brotam sangue que me invade a alma...
Se o banco de terras já tivesse sido posto em prática, e relembro que todas estas ideias não são novas, antes pelo contrário, já andam em conversas de cafés e encontros mais ou menos formais desde que se começaram a meter projectos de investimento e se começou a sentir o problema que os jovens empresários tinham em angariar terras, então a minha amargura do momento seria bem mais pequena - desta forma concordo com o banco de terras, ponto final!
Na TSF passou, no Forúm, um debate sobre o tema e por lá andaram ideias fantásticas e outras tantas de gente que nada sabe de agricultura, mas, como sempre, o saldo é positivo, pois a TSF já nos habituou a grandes debates e muito tem contribuido para as mudanças de certos paradigmas, pelo que o Horticularidades desde já saúda tal estação de rádio e , particularmente, o espaço de debate que diáriamente é promovido- bem haja!
Nesse Fórum, ouvi falar o Eng. José Martino, pessoa pela qual nutro particular estima e que por intermédio deste espaço aproveito para felicitar pela iniciativa da petição on-line. Eu já assinei - força pela convicção- bem haja Martino!
Do BE ouvi a ideia geral da proposta e tb com ela concordo...
Vamos agora dissecar o "banco":
será o banco de terras mais um goro neste país de promessas? Se for, fica tudo igual (nada que nos surpreenda), e mais uma vez diremos à boca larga que os políticos são todos iguais, isto é, aldrabões e hipócritas- aldrabões pois desde o 25 de Abril que já prometem isto; hipócritas porque desde o 25 de Abril que são sempre os mesmos!;
Se não for uma falácia, veremos se o banco de terras, que tem as melhores intenções, não vai arrancar da pior maneira, tipo, criar logo mais uma empresa pública com gestores de milhões para gerir uma coisa que o ministério da agricultura pode gerir com os técnicos que possuem - sem gastos adicionais, portanto!;
O banco de terras vai arrancar sem o devido emparcelamento? É que se vai eu não concordo pois isso em nada contribui para uma agricultura moderna, rentável e sustentável e segura (esta parte do segura depois explico...);
o banco de terras vai ser disponibilizado a pessoas com formação e informação que se vão reger pelas mesmas regras da exigência, da fiscalização que os demais que por cá andam ou vai ser para amadores incautos que de repente ficaram sem dinheiro para ir ao supermercado comprar os que os agricultores produzem com qualidade, com confiança, com segurança..., amadores esses que passam a fazer uma agricultura cuja produção se destina a alimentar a familia e meia dúzia de amigos (que por sinal também são gente que merece ter segurança alimentar);
o banco de terras vai ser para impedir as importações dos produtos em falta ou vai ser para produzir mais do mesmo e continuar a encharcar mercados e os bens que realmente escasseiam ninguém os vai continuar a produzir?;
o banco vai ser para projectar a economia nacional, para desenvolver a agricultura ou vai ser para desresponsabilizar os ministérios e os gorvernos e governantes das suas verdadeiras funções? - promover políticas nacionais que fortaleçam o sector primário e com ele a economia...
O banco de terras que venha e nós agricultores presentes e futuros diremos sim, mas que com ele venha também uma orientação nacional para aquilo que se quer e de uma vez por todas que se faça uma política nacional séria em termos agrícolas e não esta palhaçada a que temos assistido desde o 25 de Abril... Volta Salazar que nós clonamos-te e colocamos um por concelho... ah, já me esquecia, estás perdoado, não pelas tuas maldades, mas pelas maldades dos actuais que em boa verdade são bem mais malignas que as tuas!
imagem: webquinta-feira, 7 de outubro de 2010
VALORFITO

Decorre durante o mês de Outubro de 2010 o 2ºperíodo de recolha das embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos
Etiquetas:
PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS,
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