
domingo, 14 de novembro de 2010
BANCO DE TERRAS...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
VALORFITO

Decorre durante o mês de Outubro de 2010 o 2ºperíodo de recolha das embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
VINDIMAS... PARTE 3
Desde a colheita até ao engarrafamento há que preservar as qualidades potenciais da produção. Uvas, mostos e produto final não deverão sofrer alterações nas suas qualidades fisico-químicas e organolépticas.
Normas de higiene a observar:
- eliminar a presença de sujidade e eliminar os agentes patogénicos;
- utilização de recipientes inertes por forma a não adulterar as qualidades organolépticas;
- utilizar sempre água potável, se possível vapor de água, em todas as superficies e recipientes que entram em contacto com o produto vinícola.
(clique na imagem)
Há muito outro material tais como bombas, tubagens, cubas, aferidores, válvulas, etc, que merecem particular atenção. Não deveremos assumir que um único produto serve para todas as operações, pelo que em cada acto de higienização há que escolher o produto detergente ou desinfectante que melhor se adequa.
Assim, teremos em conta 4 tipos de produtos base:
água - a legislação impõe a utilização de água potável;
agentes de superfície - que servem para destacar manchas;
detergentes - solubilizam e degradam as manchas;
desinfectantes - reduzem a população microbiana temporáriamente.
Hoje o mercado oferece uma vasta gama de todos este produtos, por isso não será difícil adquirir qualquer um deles nas lojas da especialidade.
Ter o cuidado especial de nunca deixar água parada nas tubagens, bombas ou recipentes e fazer circular por estes compenentes com uma certa regularidade soluções desinfectantes.
Relativamente aos materias de metal que entram em contacto com as uvas e mosto (esmagadores, prensas, pás, ancinhos, etc), será conveniente utilizar uma tinta isolante (disponível nas lojas da especialidade) e pintar esses componentes por forma a não transmitir certos gostos ao mosto. Em alternativa, poderemos nós preparar uma mistura de goma laca (40 g) com álcool (75 ml).
Todas as vazilhas onde o mosto irá fermentar e posteriormente onde será armazenado o vinho têm de estar limpas.
Poderemos ter vasilhas de plástico, madeira, inox e cimento.
É necessário eliminar o tártaro que se vai depositando nas paredes das vasilhas. Esta operação pode ser feita todos os anos ou a intervalos de 2 a 3 anos (usada nas cubas de betão). Nas cubas inox será feita em cada nova utilização da mesma.
As vasilhas deverão depois de limpas serem bem secas e em caso de vasilhas de madeira será conveniente mechar, isto é, queimar enxofre em pó dentro das mesmas, para eliminar fungos causadores de bolores.
Quando as vasilhas são novas será conveniente lavá-las antes de cada utilização com o recurso ao tratamento pelo sal ou pela cal viva.
(Clique na imagem)
(clique na imagem)
(clique na imagem)Assim, com estes cuidados básicos de higiene nas adegas e lagares e com todos os materiais que irão entrar em contacto com a matéria prima, mosto e vinho, poderemos ter a certeza que o nosso produto final não será adulterado e a sua qualidade, para além das apuradas técnicas de vinificação, estará relacionada de forma intrínseca com a qualidade das uvas, e nada mais.
Boas vindimas!
imagens do livro ABC da Vinificação
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Da Janela do meu quarto....

Um fósforo na mão de um incauto pode ser o prelúdio do naufrágio de uma Nação!
Abro a janela e o que outrora era verde, não passa de um mar de chamas que será uma paisagem negra e sórdida no dia de amanhã.
Serão causas naturais ou actos criminosos ou descuido típico de uma churrascada?
As primeiras existem, claro, mas quando um incêndio começa pelas horas calmas da madrugada, fico logo sem argumentos para atribuir esse fogo a essa causa; as segundas, bem, onde pára a justiça?; e as últimas, resultantes de todo o tipo de descuido, só pode ser por falta de sensibilidade e sensibilização...
Olho com tristeza as notícias dos responsáveis quando dizem que os meios são eficazes, que cada vez há mais meios, que está tudo a correr bem, blá, blá, blá.
De facto nada disso é verdade, pois nada está a corre bem! Desde que o país arda, nada poderá correr bem, nada mesmo!
No tempo da outra senhora, que muitos vociferam só de ouvir falar, pois logo se alevantam fantasmas relacionados com questões pontuais (pessoais) mas que se transformam em questões globais, nada disto acontecia. Havia incêndios? Sim, claro, mas em pequena escala e com prejuízos económicos, ambientais, ecológicos e sociais aceitáveis e toloráveis, coisa que hoje não acontece.
No tempo dessa dita cuja, havia uma proliferação de casas florestais onde habitavam os guardas com as suas famílias que patrulhavam, reflorestavam, ordenavam, e tomavam nota das anormalidades que eram prontamente comunicadas à tutela que agia em tempo útil (isto nos tempos em que a tutela era útil).
No tempo dessa senhora, o ordenamento do território era outro. As matas estavam limpas, e os prevaricadores pensavam duas vezes antes de o serem.
Agora, ao abrigo de desculpas mil, de desculpas em prol de uma geração de cristal, delapidamos um património que levará séculos a ser restituído. Os governantes deste país, ainda não conseguiram perceber que os prejuízos são muito superiores aos custos da prevenção, da sensibilização, do ordenamento dos povoamentos floretais, da vigilância e fiscalização desses mesmo povoamentos florestais.
Há vigilância? Sim, mas deficitária (pelos vistos no parque Nacional Peneda-Gerês os vigilantes tinham de pagar dos seus bolsos o acto de vigilância)!
Ordenamento? Uma vergonha (resinosas a torto e a direito)
Sensibilização? Meia dúzia de cartazes nas rotundas das vilas? Não chega!
Há que criar estruturas no ministério da agricultura para ordenar e se não o sabem fazer deixem que as associações os façam, basta para isso que lhes dêem meios físicos e económicos;
O Exército em vez de andar a apagar outros fogos no Iraque, Bósnia e outras paragens, que vão patrulhar as matas, armados até aos dentes com ordem para deter quem prevarica;
Nas escolas, que haja sensibilização desde o 1º ano e se prolongue para o resto da vida escolar e nos acompanhe até ao caixão;
Matas limpas à custa do rendimento mínimo e do subsídio de desemprego;
ATL´s Agroflorestais como forma de sensibilizar, educar, prevenir e agir;
Justiça. Que esta seja feita de forma célere e dissuasora de actos criminosos, principalmente estes;
Restituição às florestas da figura de guarda florestal, com o papel que tinham no tempo da senhora (da tal que ninguém quer ouvir falar...)
Contas bem feitas, verão que os custos associados serão bem menores que os prejuízos da madeira ardida, do combustível gasto nas operações com bombeiros e aviões, do aluguer de equipamento, das questões ambientais (erosão, poluição) ecológicas (espécies que desaparecem), sociais (vidas humanas que se perdem, económicas (turismo, bens)....
Ora somem lá isso e digam para que lado pende a balança. Se a isto associarmos o aumento do número de postos de trabalho, vale mesmo a pena evitar a todo o custo que arda, porque por muito elevado que este seja, é sempre muito menor que o custo associado à perda de um património de valor inestimável!
Por isso, senhores governantes, deixem o discurso demagogico, fácil e incompetente e passem à acção que é para isso que nós vos pusemos aí!
Até lá, só daqui a quinze ou mais anos é que volto a ver o verde que sempre vi da janela do meu quarto!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Workshop de Formadores de APF e Mecanização
O anterior manual, com as novas exigências da UFCD 6281, deixou de dar uma resposta adequada à formação dos cursos de APF (aplicação de produtos fitoifamacêuticos). Este manual teve a necessidade de ser reestruturado no sentido de se adaptar às novas exigências da UFCD 6281 que é a que habilita os agricultores e outros aplicadores para a prática da aplicação de PF.
Temos assim um manual com mais conteúdo, abordando novas temáticas, elaborado de forma clara e seguindo uma sequência lógica no âmbito da formação em sala e em campo.
Cada tema está estruturado da seguinte forma:
Objectivo geral do tema;
Objectivo específico;
Enquadramento e justificação;
Desenvolvimento temático.
Pela forma como está estruturado, desenvolvido e pelos contributos de dezenas de formadores que foram sendo dados à equipa técnica, é sem dúvida um manual único no panorâma nacional.
Este manual será o Recurso Técnico Pedagógico, que será a base de todas as acções de aplicação inseridas no plano integrado de formação da CONFAGRI.
No Workshop do passado dia 2 foi também apresentada a estrutura base do manual dos cursos de Mecanização Base e Condução de Veículos Agrícolas Categiria III (OMA).
Para visualização das fotos com painel de oradores:
http://www.confagri.pt/Pages/LinhaCreditoPME2009.aspx
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Armazenamento de produtos Fitofarmacêuticos nas Explorações Agrícolas
O DL 173/2005 de 21 de Outubro, no seu artigo 18, estipula as regras de armazenamento nas explorações agrícolas e nas empresas de prestação de serviços.
Este tema é de particular relevância uma vez que nas nossas explorações existem animais e pessoas (particular atenção às crianças) e também uma forte componente ambiental. Há que preservar todas as partes envolvidas.
Assim, devem ser respeitados os seguintes procedimentos:
•Local de armazenamento limpo e desimpedido de objectos que possam condicionar a acção e/ou provocar acidentes;
•PF separados por classes, isto é, os herbicidas deverão estar numa prateleira, insecticidas noutra e fungicidas noutra, de modo a evitar confusões que podem levar a trocas que podem ser graves na altura da aplicação; Também se deveráo coocar os PF sólidos em cim a e líquidos por baixo (por causa dos derrames acidentais).

· Local de armazenamento com chão impermeável e afastado pelo menos 10 m de cursos de água, poços, valas ou nascentes para evitar a contaminação das águas superficiais ou subterrâneas
· Os PF devem ser guardados em locais isolados, armários ou compartimentos, devidamente sinalizado para impedir o acesso de crianças.
Fonte: Ministério da Agricultura
· No local de armazenamento deve existir sempre material absorvente, para colocar em caso de derrames de PF líquidos, bem como, uma vassoura e uma pá. Nunca usar água na limpeza dos derrames por forma a evitar que o mesmo se espalhe.
Fonte: ANIPLA
· O local de armazenamento deverá ser seco e não demasiado quente para evitar o deterioramento das embalagens e do produto nelas contido;
· O local de armazenamento deverá dispor de uma ventilação adequada, se possível natural, ou auxiliada por uma ventilação forçada;
· O local de armazenamento deve ser de acesso reservado a pessoas habilitadas para o seu manuseamento e dispor de equipamentos tais como um extintor e EPI ( equipamento de proteção individual)à parte dos PF.
Fonte: http://www.marne.chambagri.fr/index/action/page/id/272/cat/1/ref/270
. Manter sempre os PF na sua embalagem original e com o rótulo em bom estado pois é a única forma de saber qual o PF que manipulamos. As embalagens dos PF são muito idênticas e muitas delas são mesmo iguais e o rótulo é o único elemento de identificação da mesma.
Fonte: www.cb.sc.gov.br/ccb/dicas_seg/imagem/segura1.jpg
· Deve estar junto dos produtos o nº dos bombeiros, hospital, centro nacional anti-venenos - CIAV(808 250 143) 24 horas por dia.
· O local de armazenamento deve ter acesso fácil a pontos de água para descontaminações pontuais. Se não tiver uma saída de água pelo menos um recipiente com água limpa.
Como o armazenamento de produtos fitofarmacêutico leva à existência de stocks criar o hábito de fazer uma boa gestão dos mesmos.
Assim, aconselha-se:
· Não comprar quantidades exageradas em relação às necessidades;
· O primeiro produto a entrar é o primeiro a sair, ou seja, gastar sempre os produtos mais antigos na exploração.
São regras básicas e fáceis de colocar em prática que benefiaciam todos os compartimentso do ambiente, a sáude de quem manuseia e de quem se movimenta na exploração agrícola.
De lembrar que os PF são produtos químicos perigosos e devem ser encarados como tal, não com medo mas com o cuidado e responsabilidade que os mesmo exigem, por isso o cumprimento das normas é obrigatório e a leitura do rótulo também.
O que fazer com as embalgens vazias de PF será o assunto do próximo tema sobre este contexto!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Transporte seguro de PF
O transporte de mercadorias perigosas por estrada é alvo de uma legislação específica (RPE) e os condutores dos veículos têm de possuir carta ADR, mas, no caso de pequenas quantidades as regras são simples e as normas a adoptar estão ao alcance de qualquer um, pelo que, será um dever, melhor, é uma obrigação, que todos as respeitemos, pois só assim se salvaguardará o que demais precioso existe - a nossa saúde e o local onde gostamos de a gozar - o Planeta!
Quando trasnportar PF´s lembre-se que poderá existir um derrame provocado por um acidente ou mau acondicionamento da carga, o qual pode levar à contaminação dos vários compartimentos do ambiente (solo, ar, água) e inclusivamente seres vivos.
As regras básicas de transporte de pequenas quantidades que são:
• verificar sempre se existem pontos na caixa de carga que poderão danificar as embalagens - elimine-os;

• Transportar sempre os produtos bem acondicionados para evitar que haja derrames e se eles acontecerem terão que ficar confinados - mala estanque;
• Nunca misturar os PF com produtos de alimentação animal ou humana. Para isso deverá ter na caixa de carga uma mala que deverá ter um cadeado; 
• Nunca deixar a carga ao abandono - lembre-se das crianças!

• Nunca transportar crianças junto com os PF;
• Nunca transportar produtos no habitáculo;
• Escolher o caminho mais curto para chegar a casa.
Seja Responsével, os Produtos Fitofarmacêuticos são produtos que se mal utilizados colocam em risco a sua vida e a dos que o rodeiam!
( próximo tema: armazenamento seguro na exploração agrícola)
Imagens: ANIPLA/MAP

