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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Mosca Oriental da Fruta...


A Mosca Oriental da Fruta (Bactrocera dorsalis) é, no atual contexto, mais uma praga com a qual os produtores terão de conviver num futuro muito próximo. Digo, mais uma, porque não adianta sequer ficar muito nervoso, já que será um problema, como tantos outros (D. suzukii, X. fastidiosa, PSA, vespa velutina, D. kuriphilus, etc, etc, etc) que virá para ficar e para se lidar com resiliência. Apesar de ter sido detectada e erradicada em algumas partes do mundo, não creio que o mesmo se possa vir a passar em Portugal, devido à contextualização "agroadministrativa" do nosso País que tem autoridades passivas, agricultores desinformados, políticas sanitárias deficientes e dependência externa de alimentos... este insecto, originário da Ásia Tropical, foi detectado em Itália no ano passado (2018) e na África do sul (2011). Como facilmente se perceberá, tanto da Itália como da África do Sul, Portugal, como sorvedor de frutos oriundo destes quadrantes... será em breve visitado por este "turista acidental" com "visto GOLD"... "está a tenda armada", que comece o espectáculo!!!!!

#University of Hawaii, Honolulu, Hawaii.

Este insecto é da ordem dos dípteros, que, tal como os demais da sua ordem, provoca prejuízos pela oviposição através da picada que realiza em inúmeros frutos.
Há algumas espécies que são muito similares em termos morfológicos e genéticos e actualmente são descritas como sendo sinónimos da B. dorsalis (B. papayae, B. philippinensis, B. invadens).

Morfologia:

Adulto:
  
Tem cerca de 8 mm de comprimento com asas transparentes. O abdómen  pode assumir várias cores mas é o amarelo a marca predominante, existindo duas faixas horizontais pretas e uma longitudinal, podendo assumir uma forma de "T". O tórax é geralmente castanho escuro a  preto. O ovipositor é pontiagudo. Morfologicamente tem algumas semelhanças com outro dípetro muito conhecido entre nós (Bactrocera olea - Mosca da azeitona).

Larva: 

O 3º instar larvar, com cerca de 10 mm, tem uma cor branco-creme. quando a larva emerge da fruta, cai ao chão, e o pupário apresenta-se com cerca de 4,9 mm de comprimento.

EcoBiologia: 

Os ovos são colocados por debaixo da epiderme dos frutos. Eclodem passados 1 a 3 dias, dependendo das condições climáticas, e permanecem por mais 9 a 35 dias alimentando-se do fruto. cada fêmea poderá colocar até cerca de 3000 ovos durante o seu ciclo de vida.
O insecto não se desenvolve com temperaturas abaixo dos 13º C. Quando completam os seus instares larvares pupam no solo durante 1 a 2 semanas (mais tempo em condições de baixas temperaturas), podendo ter 10 gerações anuais. Preferem temperaturas amenas com elevadas humidades relativas. Invernos frios, com temperaturas abaixo dos 6 º C, em princípio, provocam a mortalidade do insecto, mas o conhecimento da sua biologia ainda é muito pouco aprofundado.


Prejuízos: 

Como todos os dípteros o prejuízo resultante é o da actividade das larvas, que vão consumindo a polpa dos frutos e provocando o seu definhamento.
Atacam mais de 400 espécies de plantas (frutas e vegetais).

Meios de Luta: 

Como a praga ainda não foi detetada em Portugal não há ainda produtos fitofarmacêuticos homologados para o efeito (Luta química). A seu tempo a DGAV, caso se venha a confirmar a presença e respectivos prejuízos, permitirá por certo, ao abrigo da figura usos menores, ou outra, a utilização de PF´s.

A luta biotécnica, com o recurso das armadilhas de captura em massa (garrafa mosqueira com methyl eugenol).

A luta biológica, com o recurso a parasitóides (Biosteres arisanus) , tem sido utilizada em alguns países. requer estudo para saber da adaptabilidade dos mesmo às nossa condições ecológicas.

A Luta cultural é uma medida que deverá ser colocada em prática ao longo da toda a vida útil de qualquer pomar. Passa por recolher fruta madura caída no chão, antecipar colheitas, promover arejamento das copas, entre outras.

Luta mental é outra forma de luta, que passa por medidas de sensibilização, formação, educação e profissionalismo. Terá de ser transversal a todos os intervenientes no sector, mas claro, o grande "master Chief" (DGAV) terá de comandar as tropas no sentido de uma causa comum... A defesa da agricultura nacional, e, se começar amanhã, já é tarde... tem que ser já!!!!

FIY: este artigo não é de forma nenhuma exaustivo, apenas pretende apresentar a praga para que se possa ir tendo a consciência de que "ela anda por aí". quanto às considerações em jeito de "opinião", são meramente "alucinações" de quem não consegue escrever de outra forma!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Prémio de Jovem Agricultor do Ano 2018

Antes de mais, mas muito mais, os meus parabéns!!!!
Fico extremamente embebecido quando Portugal está na vanguarda, tão na vanguarda, que até arrecada prémios mesmo que os projectos estejam só no papel (que não sei se é o caso e para o que quero dizer pouco interessa...)!
O agricultor não tem culpa e, como dizia, prefiro que o prémio tenha vindo para Portugal, que para outro lado qualquer, pelo menos assim somos falados, somos lembrados...seremos, por certo, requisitados! Então, aqui os meus sinceros parabéns!
Com o que eu me indigno é com a tipologia escolhida pela União Europeia na atribuição de prémios! Sim, esta Europa está condenada ao fracasso e votada a uma gestão miserável de recursos e mentalidades (talvez também eu seja uma dessas mentalidades "Restelianas" e não esteja a ver o quão à frente isto é...)!
Mas os prémios não deveriam seguir a tipologia de que "ganha quem chega à meta?" Ou ganha quem apresentar um equipamento mais bonito na linha de partida?
E se o projeto fracassar? (já bati na madeira)! Faz-me lembrar um projecto igual de hidroponia em morango no Norte do país (mesmo aqui a meu lado) e... hoje????? Isso mesmo... é isso que estão a pensar!
Não que sejam todos iguais (falo de projectos e pessoas), mas há que ter a audácia de inovar misturada com a coragem de avançar... e este agricultor teve-a...parabéns! Agora, a União Europeia é que deveria ter a audácia de cair na real e ter a coragem de atribuir prémios quando os resultados reais e concretos estivessem consolidados... por isso, no meu entender (e acredito neste projecto), chega 5 anos adiantado (com todo o respeito, principalmente para o investidor)...mereceria ganhar daqui a 5 anos quando as amêndoas inundassem a "Páscoa do bom senso!"
Apenas critico o modelo e parabenizo o Jovem agricultor do ano!

Saudações Horticulocarinhosas!

domingo, 8 de outubro de 2017

Madrid à espera...Fruit attraction 2017

Falta muito pouco para a fruit attraction 2017.
Se vale a pena? Sim, vale!
Fica a poucos minutos de Madrid (30 minutos, 10 sem transito, mas claro, isso não é pouco provável) e é um espaço de encontro de culturas (agronómicas e sociais). Para quem necessita de arranjar contactos para possíveis exportações das suas produções... é lá!
Boa viagem!

sábado, 15 de outubro de 2016

Feiras...


Qual a diferença entre as feiras que se querem afirmar no panorama internacional, como aquelas que atraem a Europa para si e o resto do mundo até si, e as que apenas se limitam a existir como meras feiras regionais e/ou Nacionais de expressão reduzida à escala de cada país?
A diferença está no "Branding"! 
Uns fazem outros não!
Quando se pesquisa na net este tipo de eventos, é curioso verificar que uns ainda estão a limpar os pavilhões da última edição e já a próxima edição é publicitada... Vejam por exemplo a "Fruit Attration" em Madrid que decorreu entre os dias 5 a 7 corrente e já anunciam a nova edição entre os dias 18 e 20 de  de outbro de 2017.
A "Agritechnica" em Hannover, 12 a 18 de Novembro de 2017, já está anunciada há muito...
Bom, mas as feiras que se promovem e vendem como "marca" são as que encaram a sua imagem e a sua posição como uma mais valia global para o país que representam pois acabam por ser representantes do Globo e, isso, marca a história e traça o caminho das tendências do consumos, afinal o verdadeiro motor das economias modernas!
Por cá, apenas timidamente nos afirmamos...
Eis algumas da feiras que irão acontecer em 2017 por essa Europa fora ...






terça-feira, 20 de outubro de 2015

domingo, 3 de maio de 2015

Podridão Cinzenta em Mirtilos ...

A podridão cinzenta é provocada por um fungo Botrytis cinerea Pers. que é saprófita e parasita, não sendo fácil estabelecer essa fronteira de forma clara. É um fungo que não é específico, ou seja, ataca tecidos orgânicos (mortos ou vivos) e é muito polífago atacando diversas culturas (videira, morangueiro, framboesa, amora, alface, tomateiro, feijoeiro, etc, etc, etc, etc).
A cultura do mirtilo não foge à regra e, particularmente este ano, devido à instabilidade das condições meteorológicas, temos tido ataques significativos que incidem mais numas cultivares que outras. Daí, a seleção das cultivares ser um fator de decisão importante, que, para quem já tem pomares instalados tem de conviver com as escolhas que fez e com a sensibilidade maior ou menor a esta doença. Também os terrenos encharcados e de fraca drenagem atmosférica são particularmente factores que favorecem o desenvolvimento da doença.
"Chorar sobre o leite derramado" não nos leva a lado algum. Temos por isso de viver com as boas ou más opções que fizemos e, doravante, percorrer o melhor caminho tomando atitudes que minimizem o problema e conduzam a cultura a bom porto.

Ciclo de vida

Fonte: Bayer

Biologia do Fungo

O fungo passa o inverno nas varas vivas  e/ou em restos de cultura no solo (lenha de poda, folhas), sob a forma de esclerotos (órgãos de de conservação do fungo que asseguram a sua sobrevivência) e micélio..
Na Primavera, quando as condições climáticas são favoráveis (chuva e temperatura), os esclerotos e o micélio dão origem aos conidiósforos portadores de conídios, que são libertados pelo choque com as gotas de água e são disseminados pelo vento e pela chuva, contaminando os órgãos verdes da planta, se estes estiverem molhados pelo menos durante 15 horas. A germinação dos conídios dá-se na presença de água ou de elevados teores de humidade relativa (> 90%), tendo como temperatura óptima entre os 15ºC e os 20ºC. Em alguns anos de Primavera chuvosa, os ataques de botritis podem ser muito graves e originar perdas elevadas, como é o caso deste ano.

Sintomatologia
Necrose das flores, sobre as quais poderá ser visível o micélio do fungo, de cor cinzenta escura. As flores permanecem agarradas à  planta, constituindo inoculo para infecção dos frutos e crescimentos jovens.


 Os ramos infectados ficam enegrecidos e secam, podendo observar-se a esporulação do fungo.

 Foto: Jorge Carvalho

Os frutos ficam necrosados, com aspecto engelhado, cobrindo-se de micélio e esporos.
 Foto: Jorge Carvalho (Cv. drapper)                                         Foto: Jorge Carvalho (Cv. duke)

Os sintomas poderão manifestar-se no campo, ou apenas em armazenamento, caso a infecção se mantenha latente.
                                                    Foto: Jorge Carvalho (Cv. drapper)
                                                    Foto: Jorge Carvalho (Cv. drapper)

Se aliado a estes factores de risco naturais (chuva e temperatura) as práticas culturais não forem as adequadas, então os estragos podem passar a prejuízo. Assim, a condução da cultura é um dos factores mais importantes para minimizar a incidência do fungo.
Realizar podas adequadas que promovam um bom arejamento da copa da planta bem como realizar fertilizações equilibradas que não estimulem em demasia o desenvolvimento viçoso da massa foliar, são por certo atitudes e comportamentos a ter para que o fungo seja um mal menor e não um agente catastrófico.
De salientar que a botritis é uma doença que vai muito para além do que os nossos olhos veem, pois, como se trata de um fungo que têm uma capacidade incrível de permanecer no estado de latência, grande parte das vezes ele manifesta-se em pós colheita.
Como há duas subespécies a B. vacuma e B. transposa, parece estarem presentes as duas, mas, de forma mais predominante a B. vacuma que se desenvolve como saprófita, contrariamente ao que se passa em outras bagas (vinha, p.e.) onde a B. transposa está  mais presente e desenvolve ação parasitária (Bugaret).

Meios de Luta
Luta Cultural:
- Podas que promovam o arejamento da copa da planta e fertilizações racionais, principalmente as que contemplam o nutriente azoto;
- Eliminação de restos de cultura (lenhas de poda);
- Controlar Drosophila suzukii;
- nunca colher em dias de chuva e colocar o fruto no frio logo após a colheita .

Luta Biológica:
- o uso de determinados microorganismos antagonistas ( Trichoderma spp.) tem sido utilizados bem como algumas leveduras (Bacillus subtilis).

Luta Química:
A luta química prende-se com o uso de substâncias ativas homologados para o efeito. Salienta-se o fato de em Portugal estas substâncias ativas estarem homologadas ao abrigo de uma figura denominada "Usos menores" e apenas três marcas comerciais podem ser utilizadas para o efeito que contêm as seguintes substâncias ativas:
- boscalide+piraclostrobina (p.c. Signum)
- fenehexamida (p.c. Teldor)
- pirimetanil (p.c. Scala)

É importante realçar que os princípios da proteção integrada deverão ser aplicados por quem utiliza os produtos fitofarmacêuticos e todas os outros meios de luta diretos e indiretos deverão ser adoptados para que, de forma integrada, possamos diminuir o inócuo e assim as infeções.
A B. cinerea desenvolve resistências com muita facilidade (a resistência ao benomil já em 1960 é o paradigma) pois o fungo não apresenta um ciclo sexual o que faz com que seja um fungo de ciclo curto e com grande capacidade para mutações (Carvajal). A cada ciclo formam-se uma quantidade enorme de conídeos onde podem ocorrer mutações, que, se existir um mau programa de tratamentos, a cada ciclo pode ocorrer uma mutação que leve a uma resistência provocada pela aplicação do fungicida - designada "pressão de seleção".

Assim, ficam aqui algumas regras básicas para que a eficácia seja potenciada:

1- Histórico da parcela
- Esta é a parte pior pois para termos um histórico é necessário ter  dados acumulados de alguns anos.
No caso particular das explorações que acompanho, não me posso dar ao luxo de fazer futurologia. Resta-me, tal como aos demais, observar, registar e meditar... (isso requer algum tempo).

2- calibrar e regular adequadamente o pulverizador
- há estudos que demonstram que a eficácia de uma pulverização está relacionada em  40% com o produto e 60% com a aplicação do mesmo no que diz respeito ao material e técnica de aplicação (pulverizar é uma coisa, despejar pulverizadores é outra...);

3- alternância de produtos
- Nunca aplicar mais que uma vez a mesma família química por parcela e por campanha.

4- posicionamento dos produtos
- no período floral e em precolheita

5- Técnica de aplicação
- Aplicações assistidas por ar serão as que melhor servirão os nossos propósitos. Na floração ter cuidado especial com as correntes de ar formadas, reduzindo cerca de 80% a admissão de ar da turbina.
Aplicações em todas as faces da linha e, em precolheita, dirigir o tratamento para os frutos.


Por último e tratando-se de produtos fitofarmacêuticos, ler sempre o rótulo com muita atenção pois nele estão contidas informações importantes relativamente às doses, modo de preparação da calda, destino a dar as embalagens vazias, equipamento de proteção individual a utilizar e intevalo de segurança, entre outras.
A lei 26/2013 de 11 de abril, impõe também a obrigatoriedade de realizar os registos de aplicação que terão que ser mantidos durante pelo menos 3 anos.

Vejo muitas vezes pegar no particular e fazer uma generalização, que neste caso nunca se poderá aplicar. Ainda não termos uma conhecimento aprofundado relativamente ao binómio doença/cultura, ao contrário do que acontece na vinha e hortícolas, o que não nos permite para já afirmar que esta ou aquela cultivar é mais sensível e este  fungo. Conhecemos bem o fungo, conhecemos os prejuízos que causa em outras culturas e fazemos extrapolações sem rigor científico, apenas isso.
O tempo que se avizinha prevê-se instável pelo que a visita bisemanal à parcela é importante para observar a evolução da situação, pois só assim poderemos ficar com um conhecimento mais profundo do que se passa ao nível da parcela - da nossa parcela - e, no ano seguinte, na presença de condições climatéricas semelhantes poderemos tirar conclusões semelhantes.

O caminho faz-se caminhando!

Bem haja!


domingo, 19 de abril de 2015

Jornadas Técnicas Início de Campanha 2015... EVAG

Decorreram no passado dia 17 do corrente mês, as Jornadas Técnicas de Início de Campanha 2015, na EVAG (Estação Vitivinícola Amândio Galhano), em Arcos de Valdevez, promovidas pela CVVR (Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes).
O Workshop teve a intervenção de reconhecidos especialistas que abordaram temas interessantes dos quais se destacam:

 João Garrido/EVAG - Análise do estado atual da vinha na EVAG
- A EVAG tem uma coleção ampelográfica que permite fazer com rigor uma avaliação do estado atual da vinha na Região dos Vinhos Verdes. À data temos castas em que o estado fenológico mais adiantado são os cachos separados (G) e outras ainda muito atrasadas em relação a outros anos.
No ano de 2014, em todas as castas, o abrolhamento ocorreu em Março e, este ano, o abrolhamento da maior parte delas ocorreu em Abril, o que significa um atraso. Este atraso reflete-se em 14 dias relativamente ao ano de 2014 e de 8 dias relativamente à média dos últimos oito anos. Este atraso relativo está directamente relacionado com as temperatura médias que se fazem sentir a partir de 1 de janeiro, o que poderá levar também ao atraso das primeiras intervenções fitossanitárias, mas não é indicador de forma alguma de como decorrerá o resto do desenvolvimento do ciclo cultural da videira, pois este e nomeadamente as maturações, dependem das condições climatéricas que se fizerem sentir após os vingamentos.

 Joaquim Guerner/DRAPN - Alerta para os principais problemas fitossanitários de 2015

- Fez uma abordagem aos principais problemas ocorridos no ano anterior, dos quais destacou a flavescência dourada, a drosófila e a podridão acética, para além do míldio, claro, que na Região dos Vinhos Verdes é o "pão nosso de cada dia".
Sem querer fazer futurologia até porque não tem a bola de cristal (palavras do interveniente), destacou e alertou para os problemas que podem vir a ser os ácaros, devido ao desequilíbrio no ecossistema que poderão causar as aplicações desenfreadas e pouco selectivas de insecticidas para o controlo do vetor da flavescência (Scaphoideus titanus Ball.) . Usa-se e abusa-se dos piretróides e sabe-se bem o desequilíbrio que esses mesmos insecticidas provocam a nível da fauna auxiliar, nomeadamente na população de fitoseídeos.
A Drosophila suzukii (Matsumura) é também um problema nas vinhas com uma diferença relativamente a outras drosófilas, é que a D. suzukii não precisa que haja feridas na parede celular para realizar as posturas, ao contrário das outras, o que a torna uma praga extremamente agressiva e com consequências que podem vir a ser devastadoras (tal como já acontece em framboesa). De referir que, apesar de ser conhecida como a drosófila dos frutos vermelhos, foram observados ataques tanto em castas tintas como em brancas.
Outra questão de interesse relevante que foi abordada e, depois no período do debate foi abordada inevitavelmente, foi a imparidade consensual (contrasenso), da divergência existente entre a portaria que obriga a tratamentos obrigatórios para o vetor da flavescência, caso se trate de uma ZIP (zona de intervenção prioritária) e suas freguesias limítrofes e não limítrofes e a Diretiva do Uso Sustentável de Pesticidas, que deu origem à Lei 26 de 11 de Abril de 2013, em que obriga os agricultores a aplicarem os princípios da PI (proteção integrada). Ora, como se sabe, um dos princípios será que só deveremos intervir quando atingido o NEA (nível económico de ataque). Caso tenhamos uma vinha situada na ZIP e/ou freguesias limítrofes e não limítrofes estamos sujeitos a medidas fitossanitárias específicas, impostas pela portaria, mas pelo contrário, caso nessa mesma vinha ainda não tenha atingido o NEA, ao  abrigo da Lei 26, não devo aplicar medidas limitativas ou de combate.... "Quem manda mais?" A portaria ou a Lei?????? Não é fácil gerir, pois se por um lado teremos de ter a consciência que o vetor terá de ser controlado, por outro, se não temos o micoplasma instalado nem o vetor, estamos a aplicar medidas desnecessárias e a desequilibrar o ecossistema e outros problemas poderão surgir... não é fácil!!!

 Afonso Martins/UTAD - Gestão do solo em vinhas para otimização da produtividade do sistema vitivinícola
- Fez uma abordagem geral ao solo e sua importância no terroir vitícola.
Relativamente à gestão e conservação  do solo, deixou bem claro que ainda há um trabalho e um caminho muito longo a percorrer, pois, em Portugal, a percentagem de sementeira direta e de enrelvamentos ainda é muito baixa comparativamente com outros países. Em portugal ainda se recorre muito à gestão e conservação do solo baseada em técnicas tradicionais de mobilização que, apesar de ter algumas vantagens, tem muitos incovenientes a nível da mineralização da matéria orgânica, da libertação de gases para a atmosfera que contribuem para o efeito de estufa, a erosão, transitabilidade das máquinas, entre outras.
Assim, das possibilidades de gestão e conservação do solo, a que mantém um coberto vegetal, espontâneo ou instalado, parece ser a opção mais válida e razoável para que o terroir vitícola seja preservado.

João Pinto e David Silva – SAPEC Agro- Soluções SAPEC Agro – Contributo para o aumento da produtividade e qualidade nos Vinhos Verdes

Foram apresentadas soluções relativas à proteção fitossanitária da vinha e soluções relativas à nutrição.
              
Eduardo Alves/ Eduardo Nuno Magalhães, Unip. Ld.ª - Como escolher os EPI (Equipamentos de Proteção Individual) para a aplicação de produtos fitofarmacêuticos

Apresentou o fato SULFAPF e outros EPI´s, e falou da importância da proteção contra as agressões provocadas pelos produtos fitofarmacêuticos e o efeito negativo que têm na saúde do aplicador.


Jorge Moreira – DGAVInspeção obrigatória de Pulverizadores
Falou das inspeções de pulverizadores e dos centros IPP e das obrigatoriedades impostas pelo Dec-Lei 86/2010.
Nos termos do Decreto-Lei n.º 86/2010, a partir de 26 de Novembro 2016, só podem ser utilizados equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos que tenham sido previamente certificados. De realçar que alguns deles, os que foram vendidos após outubro de 2010, têm 5 anos para serem inspecionados pelo que terão que ter essa mesma inspeção a partir de outubro de 2015.

                
Isabel Ferreira – ENGUIRELVA –- Preparação e vantagens da inspeção do pulverizador

Apresentou as anomalias mais frequentes que se têm verificado nas inspeções. Falou também dos cuidados prévios que os detentores dos equipamentos devem ter para se apresentarem a uma ação inspetiva. 
O pulverizador terá que se apresentar limpo interna e externamente, pois caso contrário o inspector pode-se recusar realizar a inspeção (está na lei); também ter-se-á que ter cuidados com as transmissões (veios telescópicos de cardans e respectivas proteções); nunca se apresentar com um pulverizador à inspeção se este não tiver um manómetro; verifcar o agitador, entre outros....

  João Ferreira – ENGUIRELVA –  Demonstração em campo de uma inspeção

A sessão de demonstração incidiu sobre o pulverizador da EVAG que foi inspecionado in locco. Foi dada a oportunidade de esclarecer dúvidas onde tanto os técnicos da empresa ENGUIRELVA como o Engº Jorge Moreira da DGAV responderam às questões que iam sendo colocadas.
Apresentam-se apenas algumas fotos (medição de débitos)



 et.......... voilá! 
Selo atribuído por um período de 5 anos. A próxima inspeção terá que ser realizada em abril de 2020 e, após esse perídodo, será de 3 em 3 anos.

Assim se passou o dia que foi, no meu entender, mais um belíssimo contributo que a Academia dos Vinhos Verdes e a EVAG deram para o desenvolvimento do setor vitícola da região. O Engº Gonçalo Magalhães (a figura visível destes eventos)  e todos os envolvidos merecem também da minha parte um bem haja especial pelo empenho e dedicação à promoção da vinha e do vinho - os verdes, sem dúvida, uma singularidade da natureza!

bem haja!
 

         
           
       
 
     

sábado, 14 de março de 2015

Projeto EUBerry...

principal objectivo do projecto EUBerry é o de proporcionar conhecimento e ferramentas para o desenvolvimento de pequenos frutos frescos de alta qualidade, tornando-os apelativos ao consumidor pela sua elevada qualidade nutricional para a saúde humana e custo competitivo.

Decorreu em Oeiras e teve uma assembleia muito participada.
Para além dos temas tratados em plenário, esta apresentação de resultados envolveu também a exposição de 26 painéis.
Nas investigações que envolvem as questões técnicas das culturas, penso não haver problemas na difusão da informação, até porque estavam presentes outros investigadores, técnicos e produtores.
Nas investigações relacionadas com os efeitos benéficos que os pequenos frutos têm na saúde humana, nomeadamente na prevenção de algumas doenças neuroinflamatórias, o grande desafio é passar essa informação ao consumidor final e incentivar o consumo regular de pequenos frutos, claro está, que os agentes envolvidos na comercialização têm também um papel fundamental pois serão eles os elos entre o produtor e o consumidor, tanto a nível de disponibilidade como de acessibilidade, já que os preços praticados à produção nada têm a ver com os preços a que estes produtos chegam ao consumidor (ex: preço de mirtilo à produção 4 euros e preço ao consumidor 20 euros).
O Engº Humberto, do Grupo HUBEL, fez uma resenha de como surgiu a HUBEL, como evoluiu e que relações estratégicas estabeleceu ao longo da caminhada para chegar ao patamar que se encontra. Referiu um dado curioso que, com 47 ha de produção, depois do ministério da agricultura, é o empregador com mais técnicos agrícolas no seus quadros, o que revela bem a importância que esta empresa dá ao conhecimento técnico!
Foi também colocado um desafio final à mesa redonda, composta por investigadores das universidades (ISA, UTAD, UAlgarve, INIAV, UPorto, UÉvora, ITQB) e cada um deles enunciou o que, na sua ótica, seria um desafio para a investigação futura nesta área. A referir, de forma inusitada e aleatória os mais importantes:
-  substrato para envasar recorrendo  a matéria prima nacional, evitando assim a importações de turfa e fibra de coco;
- Drosophila Susuki - uma preocupação sem solução;
- soluções nutritivas;
- adaptabilidade das cultivares;
- zonagem nacional de culturas;
- novos berries - camarinha.

Este mundo dos pequenos frutos está mexendo e, no meio de tanta asneira que se tem feito, nomeadamente na implementação de projetos, há sempre uma parte que é boa, bem feita e nos dá prazer verificar que é partilhada pelos que realmente querem que este sector tenha sucesso....o outros, os outros nem sequer lá puseram os pés!

Bem haja!





segunda-feira, 2 de março de 2015

INFORMAÇÕES VALORFITO...

Como nota esclarecedora, o Horticularidades comunica algumas informações provenientes do VALORFITO, que deverão ser consultadas em:
www.valorfito.com

Informação 1 - 
INFORMAÇÃO VALORFITO 1 / 2015
SACOS VALORFITO – VALORES DE CAUÇÃO
Os sacos VALORFITO passarão a ter novos valores de caução, a praticar a partir desta data. Os novos valores serão os seguintes:
Saco de 50 litros - 0,50 € (+IVA)
Saco de 115 litros - 1,00 € (+IVA)
Saco de 600 litros - 3,00 € (+IVA)
Lembramos que, tratando-se de cauções, estes valores são FIXOS e só podem ser cobrados por uma vez. Na entrega de um saco cheio, deverá ser disponibilizado um novo saco vazio, da mesma capacidade, GRATUITO.

Informação 2 - 
“O transporte, a efetuar pelos próprios agricultores (ou por conta destes), de resíduos/embalagens de produtos fitofarmacêuticos, desde as suas explorações agrícolas até aos pontos de recolha, disponibilizados pelo sistema VALORFITO, não tem de se conformar com as obrigações declarativas, impostas pelo RBC, sem prejuízo de, sempre que existam dúvidas sobre a legalidade da sua circulação, poder-se exigir prova da respetiva proveniência e destino (vide n.o 3 e n.o 4 do art.o 3.o do RBC)”

Informação 3 - 
ETIQUETAS OBRIGATÓRIAS DESDE 01 DE JANEIRO DE 2015
Há muito que os Pontos de Retoma passaram a receber do Valorfito etiquetas personalizadas para colarem nos sacos respectivos.
Desde dia 01 de janeiro de 2015 é obrigatória a colocação destas etiquetas nos sacos Valorfito antes do seu levantamento pela Egeo.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Licenciamento e estabelecimento de unidades industriais em casas particulares...

Com o intuito de informar sobre o licenciamento e estabelecimento de unidades industriais em casas particulares, para atribuição do Número de Controlo Veterinário (NCV), a DGAV publicou na sua página um esclareceimento que poderá consultar em:

http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV

Esta informação tem particular interesse para quem produz compotas, doces, enchidos, cerveja artesanal, licores entre outros.


domingo, 25 de maio de 2014

Pulverizadores” - Técnicas e material de aplicação de produtos fitofarmacêuticos na cultura da vinha.

A Academia do Vinho Verde promoveu duas acções de formação em formato de workshop, com uma componente prática de campo sobre “Pulverizadores” - Técnicas e material de aplicação de produtos fitofarmacêuticos na cultura da vinha.
  Um dos eventos decorreu na  EVAG – Quinta de Campos de Lima em Arcos de Valdevez, no dia 5 de Maio,  e o outro na Escola Profissional de Fermil – Celorico de Basto, no dia 6 de Maio 3.ª feira.
 
 
As duas ações foram dirigidas aos viticultores da região que assim puderam afinar os pormenores para os tratamentos que terão que realizar daqui em diante, pois, como se sabe, a partir de agora é a época de maior sensibilidade da cultura da vinha e a eficácia de um tratamento pode cair por terra se pulverizarmos com um equipamento mal regulado/calibrado.
Este evento organizado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, demonstra que a Região está viva e dinâmica e a Comissão, na pessoa do Engº Gonçalo Magalhães, entre outras, têm dado um contributo ímpar para que tal aconteça, estando por isso de parabéns!
Tive o prazer de ser o orador destes eventos que envolveu uma parte em sala e depois uma parte em campo. Com a minha presença, espero ter contribuído para que algumas falhas que ainda vão acontecendo pudessem e possam ser corrigidas.
 
Sessão em  sala -  EVAG

 Sessão prática - EVAG
 Sessão prática de Campo - EVAG
 Auditório - Escola Profissional de Fermil de Basto
Sessão prática de campo - Escola Profissional de Fermil de Basto

Particularmente, o evento da realizado na Escola Profissional de Fermil de Basto (freguesia de Molares), deu-me particular prazer porque foi nessa escola que despertei para a agricultura - foi um regresso às origens, onde pude rever alguns funcionários. Os professores do meu tempo, infelizmente uns já partiram outros estão aposentados. Foi bom verificar que a escola evoluiu e que continua com grande vitalidade.
No final tivemos o Verde de Honra, tanto na EVAG como na EPFB, provando os rótulos que ambos produzem - hummmmmmmm dois verdes brancos muito bons!
Esperando que estes eventos possam continuar a acontecer e que a melhoria continua dos aplicadores seja uma realidade também ela constante...
Bem haja!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Estado de sítio! Eles e elas andam por aí...

As recentes notícias de entrada na Europa de várias pragas e doenças não augura nada de bom para a agricultura Portuguesa. Temos um problema emergente que a curto prazo poderá ser catastrófico - é a minha convicção!
A Tuta absoluta (traça do tomateiro), a Pseudomonas syringae pv actinidiae (PSA do Kiwi), por exemplo, foram dois problemas introduzidos em Portugal que em muito vieram condicionar a produção e mudar hábitos dos intervenientes que, diga-se em boa verdade, nem sempre são hábitos correctos devido a uma resistência à mudança de atitudes e à adopção de boas práticas e medidas profiláticas. Esta resistência (genética, por ignorância ou mesmo por arrogância), tem contribuído para o alastrar do problema que cada vez mais se torna um problema de todos à escala global.
PSA kiwi

A flavescência dourada (micoplasma transmitido pelo vetor Scaphoideus titanus Ball.) também está a mudar o panorama vitícola nacional. Também aqui ainda se facilita imenso e se encara o problema de forma irresponsável e ligeira! Não basta apelar aos meios de luta legislativa que, apesar de importante não chega, pois é uma intervenção a jusante do problema. Com a abertura das candidaturas ao programa Vitis, as áreas de vinha serão aumentadas e renovadas e os bacelos ou enxertos prontos terão de ser plantados. Há controle? Há imposição aos viveiristas de testes ELISA ou PCR. E a termoterapia?
 
Recentemente a vespa das galhas do castanheiro (Dryocosmus kuriphilos), insecto originária da China,  está por toda a Europa e... Portugal está na mira - não tenhamos dúvidas, pois já foi detectada a sua presença em Castela-Leão, e de lá à Terra Fria ou às beiras é um "salto de pulga" que irá causar graves prejuízos ao sector - inevitavel, portanto!
Ainda mais recentemente, uma nova bactéria (Xylella fastidiosa), que tem como hospedeiro mais de 100 plantas diferentes, entrou na Europa e foi detectada em Itália. Olival, mirtilo, vinha, citrinos, amendoeiras, prunoídeas, entre outras, são plantas a ter em conta uma vez que as áreas plantadas em em Portugal são significativas.
Os vetores são os do costume, onde se contam os cicadelídeos, heminópeteros (entre outros); também a importação de material vegetal sem qualquer controle é preocupante e assume um significado maior pois é o principal canal de dispersão da doença a longa distância.
Com o atual quadro comunitário, as áreas de mirtilo (instalados ou  a instalar, fruto de Projectos PRODER), são de si um problema, uma vez que não existem plantas disponíveis para todos,  provenientes de viveiristas certificados. A procura desenfreada  e louca de plantas, para que os prazos PRODER sejam cumpridos, tem levado à importação sem regras de plantas de qualquer parte do mundo. A situação é tão caricata e preocupante que até no OLX existem plantas à venda (e o nosso MAMAOT assiste impávido e sereno a isto?????)... é uma tourada... uma autêntica tourada e, ou me engano muito ou já temos lotes contaminados... (era agora que eu quereria estar enganado)!

Todos estes problemas serão realmente mais devastadores quanto maior for a ignorância científica e técnica do País e dos intervenientes:
- Temos um problema ao nível dos meios de luta químicos que não são eficazes quanto a bactérias;
- temos um problema ao nível dos meios de luta químicos quanto a pragas pois a gestão de resistências são cada vez mais difíceis de contornar;
- temos um problema em termos de luta biotécnica pois a ciência anda a velocidades mais reduzida que o nível de dispersão dos problemas;
- temos um problema ao nível dos meios de luta biológico pois não são acessíveis ou não existem para todo o tipo de problemas;
- temos um problema ao nível das medidas mitigadoras do risco, pois nem sempre há imposição de regras, nem sempre há respeito pelas regras e nem sempre há fiscalização da aplicação das regras;
- Temos um MAMAOT que acorda tarde demais para os problemas

Temos ainda recentemente um PAN (plano de ação nacional) sobre o uso sustentável de pesticidas e a sua forma de atuação a nível nacional, que dispensa os técnico dos atos envolvidos na aplicação dos princípios da proteção integrada ta(PI), deixando os agricultores, pouco profissionais e pouco competentes, no que à proteção das plantas diz respeito, por sua conta e risco.
Ontem mesmo, estive com um produtor de kiwis, com 6 ha, que me disse que não dormia bem as noites com medo da PSA; há uns tempos atrás, um viticultor, desabafava que lhe metia dó olhar para a sua vinha; numa estufa com tomate, eu mesmo vi a Tuta absoluta a deliciar-se com cerca de 60% da produção...
De futuro vou  ver soutos, pomares de mirtilos, olivais com os mesmo problemas - PREJUÍZOS GRAVES QUE DEITAM POR TERRA UM SONHO, UMA VIDA, UMA SUSTENTABILIDADE...
Por isso, não posso aceitar que os intervenientes, todos eles, onde eu me incluo, possam ter uma atitude passiva e negligente, porque a ser assim, esta-se a cometer um ato hediondo - MATA-SE  A CULTURA E QUEM SABE O CULTIVADOR!

Esta não é por certo a melhor prenda de natal para a nossa agricultura...

Bem haja, e feliz natal!




domingo, 24 de março de 2013

Mirtilos - Formação avançada ... dia 2.

Mais um Sábado de formação sobre Mirtilos. Desta vez toda a formação foi em sala e os formadores abordaram questões mais práticas relacionadas com a cultura.
Os trabalhos iniciaram-se com o Luís Arneiro da SIRO, que deu inicio aos trabalhos e fez uma breve apresentação da empresa que representa. Esta empresa tem várias soluções para a cultura que vão desde substratos e casca de pinho para a implementação da cultura passando por impermeabilização de charcas.
De seguida Ayrton Cerqueira, das Delícias do Tojal, apresentou a sua empresa e deu uma perspectiva da parte comercial referindo valores pagos à produção na campanha transacta.
Anne Bournot , da Mirtisul, apresentou a empresa, com 14 ha de mirtilos, deu algumas perspectivas do que se faz na Mirtisul abordando aspectos da colheita, poda, fertilizações embalamento e encargos decorrentes de todas essas operações.
Sofia Dias – Berrysmart – abordou a parte mais técnica da cultura, a nível de instalação de pomares à qual se seguiu Nelson Antunes – Berrysmart – que fez uma abordagem muito característica e pessoal de toda a fileira.
Mais um Sábado onde se partilhou, aprendeu e reflectiu… falta outro (6 de Abril) para se dar por encerrada esta acção de formação… até lá!
Boa Páscoa!

domingo, 17 de março de 2013

Mirtilos - Formação avançada.

Está a decorrer uma formação avançada sobre a produção de mirtilos, que será distribuida ao longo de 3 Sábados perfazendo um total de 24 horas.


Este 1º Sábado foi sobre os temas supra mencionados.
Coube ao Engº Pedro Brás de Oliveiras (INIAV), reconhecido especialista na área dos pequenos frutos, a abordagem à produção de mirtilos em Portugal e no mundo, introdução à cultura e às variedades em termos botânicos, fisiológicos, técnicos e culturais.
Seguiu-se a Drª Ana Paula Silva (UTAD), especialista em fruticultura, a abordar questões edafo-climáticas da cultura do mirtilo e outros fatores de sucesso/insucesso na condução/manutenção da cultura.
A rega e fertilização da cultura, ficou a cargo do Prof. Rui Machado (Universida de Évora), onde leciona a disciplna de fertlidade, que tem estudos e trabalhos feitos sobre rega e fertilização na cultura do mirtilo tanto em Portugal, como nos Estados Unidos e Holanda.
Seguidamente fomos visitar a exploração da TBerries, com a Engª Tatiana Matos e com o Prof. Rui Machado.

Foto: exploração Tberries

Houve muita dinâmica de grupo, pelo que a formação foi muito interessante. No próximo sábado há mais... com outros formadores!
Até lá...!
Saudações Mirtileiras!

domingo, 9 de setembro de 2012

Quo vadis, MAMAOT (parte dois)...

 

 
 
Caros amigos,


Caros amigos,
Que as vossas férias (ou não férias) tenham corrido pelo melhor!
Já faz algum tempo que não publico nada neste blog, e pelo facto, as minhas desculpas, mas, com a crise económica, fiquei tão abalado que também a crise da escrita se apoderou de mim e a "Tróica Literária" não me deixou fazer o que eu mais gosto: - Escrever! Mas estou de volta e isso é o que interessa!
Dois assuntos me fazem publicar e têm a ver com o Ministério da Agricultura.
Um deles refere-se ao facto de termos de pagar (devolver?) a Bruxelas 80 milhões de euros de ajudas que não foram bem entregues (?) e ou não foram fiscalizadas (?). Seja como for, 80 milhões não são nada para este país rico de ricos políticos e imperiais políticas. Oitenta milhões é uma gota de água se comparados com os buracos que diariamente os gestores públicos escavam e os políticos permitem (bem, e este coitados, não têm culpa de serem incompetentes... nasceram assim e vivem assim... são felizes ao menos!)! Um dos nossos ex-ministros, de nome Jaime Silva (mais um incompetente), resolveu revolucionar o ministério da agricultura, nada que os antecessores, também eles incompetentes, não tenham feito, a tal ponto da sangria desenfreada deixar os serviços sem capacidade fiscalizadora... deu nisto... para poupar no orçamento de estado ainda não sei quantos milhões, teremos agora que devolver 80 milhões (isso já sabemos, está definido)! Parabéns Jaiminho... és o maior!
O outro assunto é a circular da DGAV, que aproveitei para postar, mas para quem não consiga ver em condições, pode consultar o site da DGAV e ler com mais atenção. Ora, à primeira vista, parecia-me mais uma "Relvisse" (ou será "Relvice" ???), mas não, e isto porquê? Porque sempre achei (embora as minhas percepções não contem, até porque não sou político para ter o poder de as fazer contar), que a DGADR/DGAV estava a atropelar a lei quando exigia a formação em DCAPF (Distribuição, Comercialização e Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos), a quem já era acreditado e queria renovar a acreditação, em vez da formação em actualização, uma vez que o famoso Dec. Lei 173/2005 de 21 de Outubro, que digo-vos, conheço de trás para a frente e da frente para trás e até mesmo de pernas para o ar (que é como ele está agora), previa (prevê) que se desse habilitação por outros meios, como a própria circular o admite. Ora como o 173/2005 está em vigor (ainda) e como a directiva (que eu saiba) não é lei (ainda), nunca entendi os critérios da DGADR/DGAV e nem os formandos os entendiam quando lhes pediam para frequentar um curso de 91 horas, depois de terem sido técnicos responsáveis, com cartão emitido pela DGADR, e não um curso de actualização de 35 horas! Esta circular vem (digo eu) dizer isso mesmo... acabem lá com a formação de 91 horas e arranjem experiência e uns congressos que a gente esquece a ilegalidade que andou a cometer até aos dias de hoje!
Fico feliz por ver que mudaram (vá-se lá saber porquê), mas também vos digo que já não vale nada porque todos os técnicos que se possam enquadrar no descrito da circular já estão formados. Assim a circular peca por ser tardia! Os novos colegas que saem das universidades, como não vão conseguir ter essa experiência acumulada cumulativamente com os 100 pontos, vão ter de fazer a formação inicial (e bem) e depois disso a actualização como todos os outros!
E é assim, temos uma tutela que só estorva!

terça-feira, 10 de julho de 2012

A ressurreição da família Prudêncio...

http://www.youtube.com/watch?v=e7TfXfJrueQ (spot dos anos 70)

Quem se lembra da família Prudêncio? Os mais velhos por certo, tipo da minha idade, pois eu recordo-me perfeitamente de passar em horário nobre no canal público!
Hoje, esta família está desactualizada e morta, mas, O VALORFITO ( Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura) ressuscitou esta família, agora moderna e com nova roupagem, sob o lema "Em campo, por amor à terra".
Já passa na rádio esta nova campanha de sensibilização e nas televisões ainda não me apercebi que tivesse passado. Era bom que começasse também a passar nas televisões..., já que temos uma população dependente da "caixa mágica".
O horticularidades junta-se à luta da recolha de embalagens vazias, apelando, uma vez mais, para a sensibilidade e responsabilidade de todos. Entregar embalagens vazias, além de uma obrigação (Dec. Lei 187/2006 de 19 Setembro) é uma convicção...
Agora o sistema de recolha de embalagens vazias está mais agilizado já que se poderá proceder à entrega de embalagens vazias em qualquer altura do ano, em contraponto com as  datas estipuladas anteriormente (Maio e Outubro).
COLABORE... PONHA-SE EM CAMPO, POR AMOR À TERRA!