domingo, 17 de março de 2013

Mirtilos - Formação avançada.

Está a decorrer uma formação avançada sobre a produção de mirtilos, que será distribuida ao longo de 3 Sábados perfazendo um total de 24 horas.


Este 1º Sábado foi sobre os temas supra mencionados.
Coube ao Engº Pedro Brás de Oliveiras (INIAV), reconhecido especialista na área dos pequenos frutos, a abordagem à produção de mirtilos em Portugal e no mundo, introdução à cultura e às variedades em termos botânicos, fisiológicos, técnicos e culturais.
Seguiu-se a Drª Ana Paula Silva (UTAD), especialista em fruticultura, a abordar questões edafo-climáticas da cultura do mirtilo e outros fatores de sucesso/insucesso na condução/manutenção da cultura.
A rega e fertilização da cultura, ficou a cargo do Prof. Rui Machado (Universida de Évora), onde leciona a disciplna de fertlidade, que tem estudos e trabalhos feitos sobre rega e fertilização na cultura do mirtilo tanto em Portugal, como nos Estados Unidos e Holanda.
Seguidamente fomos visitar a exploração da TBerries, com a Engª Tatiana Matos e com o Prof. Rui Machado.

Foto: exploração Tberries

Houve muita dinâmica de grupo, pelo que a formação foi muito interessante. No próximo sábado há mais... com outros formadores!
Até lá...!
Saudações Mirtileiras!

terça-feira, 12 de março de 2013

Gestão da água de rega...um passo rumo à competitividade!

< Numa altura em que as alterações climáticas se fazem sentir de forma cada vez menos inusitada, alterando os ciclos normais da queda pluviométrica, gerir a água de rega é importantíssimo.
As nascentes secam, a desertificação aumenta, a salinidade dos solos acentua-se e não há água que chegue para fazer agricultura da forma que se fazia no antigamente, onde regar por alagamento era uma constante que a mãe natureza nos permitia.
Hoje, a rega faz-se recorrendo a pivôs ou canhões de rega (aspersão) e também recorrendo aos sistemas de rega localizada (gota-a-gota), mas, em qualquer dos casos, muitas das vezes é feita a "olhómetro", não parando ou iniciando na devida altura, com os prejuízos que acarreta para a cultura, a carteira e para o ambiente!
Só há uma forma de utilizar bem a rega quer em termos agroambientais como económicos - gerir, gerir, gerir...
Essa gestão passa pelo uso de ferramentas, que estão ao dispor da agricultura e dos agricultores, denominadas tensiómetros, mais ou menos sofisticados!
O filme ilustra bem a inovação que em Portugal se faz e as ferramentas que cá se produzem... haja vontade, haja investimento, que o resto existe!
Este será mais um passo rumo à competitividade!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Boas Festas e Feliz Ano 2013

Olá caros amigos,
poderia muito bem tratar-vos por leitores, mas isso seria um pouco ofensivo da minha parte, já que nada de novo vos tenho dado para ler... ando arredio destas lides, é verdade!
Bem, mas não posso fazer nada quanto a isso porque o passado já não se muda e o presente é hoje... só me resta o futuro... sim, esse futuro  onde prometerei escever coisas novas (se falhar depois escreverei a pedir desculpas), coisas interessantes (???), coisas que nunca jamais alguém viu (efeitos ainda da consoada... o vinho era bom... :-)  )!
Olhai... continuai a ter boas festas e que o ano de 2013 seja cheio de saúde e pequenas grandes alegrias... e talvez assim se construa a felicidade ...
beijos e abraços e até já!

domingo, 9 de setembro de 2012

Quo vadis, MAMAOT (parte dois)...

 

 
 
Caros amigos,


Caros amigos,
Que as vossas férias (ou não férias) tenham corrido pelo melhor!
Já faz algum tempo que não publico nada neste blog, e pelo facto, as minhas desculpas, mas, com a crise económica, fiquei tão abalado que também a crise da escrita se apoderou de mim e a "Tróica Literária" não me deixou fazer o que eu mais gosto: - Escrever! Mas estou de volta e isso é o que interessa!
Dois assuntos me fazem publicar e têm a ver com o Ministério da Agricultura.
Um deles refere-se ao facto de termos de pagar (devolver?) a Bruxelas 80 milhões de euros de ajudas que não foram bem entregues (?) e ou não foram fiscalizadas (?). Seja como for, 80 milhões não são nada para este país rico de ricos políticos e imperiais políticas. Oitenta milhões é uma gota de água se comparados com os buracos que diariamente os gestores públicos escavam e os políticos permitem (bem, e este coitados, não têm culpa de serem incompetentes... nasceram assim e vivem assim... são felizes ao menos!)! Um dos nossos ex-ministros, de nome Jaime Silva (mais um incompetente), resolveu revolucionar o ministério da agricultura, nada que os antecessores, também eles incompetentes, não tenham feito, a tal ponto da sangria desenfreada deixar os serviços sem capacidade fiscalizadora... deu nisto... para poupar no orçamento de estado ainda não sei quantos milhões, teremos agora que devolver 80 milhões (isso já sabemos, está definido)! Parabéns Jaiminho... és o maior!
O outro assunto é a circular da DGAV, que aproveitei para postar, mas para quem não consiga ver em condições, pode consultar o site da DGAV e ler com mais atenção. Ora, à primeira vista, parecia-me mais uma "Relvisse" (ou será "Relvice" ???), mas não, e isto porquê? Porque sempre achei (embora as minhas percepções não contem, até porque não sou político para ter o poder de as fazer contar), que a DGADR/DGAV estava a atropelar a lei quando exigia a formação em DCAPF (Distribuição, Comercialização e Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos), a quem já era acreditado e queria renovar a acreditação, em vez da formação em actualização, uma vez que o famoso Dec. Lei 173/2005 de 21 de Outubro, que digo-vos, conheço de trás para a frente e da frente para trás e até mesmo de pernas para o ar (que é como ele está agora), previa (prevê) que se desse habilitação por outros meios, como a própria circular o admite. Ora como o 173/2005 está em vigor (ainda) e como a directiva (que eu saiba) não é lei (ainda), nunca entendi os critérios da DGADR/DGAV e nem os formandos os entendiam quando lhes pediam para frequentar um curso de 91 horas, depois de terem sido técnicos responsáveis, com cartão emitido pela DGADR, e não um curso de actualização de 35 horas! Esta circular vem (digo eu) dizer isso mesmo... acabem lá com a formação de 91 horas e arranjem experiência e uns congressos que a gente esquece a ilegalidade que andou a cometer até aos dias de hoje!
Fico feliz por ver que mudaram (vá-se lá saber porquê), mas também vos digo que já não vale nada porque todos os técnicos que se possam enquadrar no descrito da circular já estão formados. Assim a circular peca por ser tardia! Os novos colegas que saem das universidades, como não vão conseguir ter essa experiência acumulada cumulativamente com os 100 pontos, vão ter de fazer a formação inicial (e bem) e depois disso a actualização como todos os outros!
E é assim, temos uma tutela que só estorva!

terça-feira, 10 de julho de 2012

A ressurreição da família Prudêncio...

http://www.youtube.com/watch?v=e7TfXfJrueQ (spot dos anos 70)

Quem se lembra da família Prudêncio? Os mais velhos por certo, tipo da minha idade, pois eu recordo-me perfeitamente de passar em horário nobre no canal público!
Hoje, esta família está desactualizada e morta, mas, O VALORFITO ( Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura) ressuscitou esta família, agora moderna e com nova roupagem, sob o lema "Em campo, por amor à terra".
Já passa na rádio esta nova campanha de sensibilização e nas televisões ainda não me apercebi que tivesse passado. Era bom que começasse também a passar nas televisões..., já que temos uma população dependente da "caixa mágica".
O horticularidades junta-se à luta da recolha de embalagens vazias, apelando, uma vez mais, para a sensibilidade e responsabilidade de todos. Entregar embalagens vazias, além de uma obrigação (Dec. Lei 187/2006 de 19 Setembro) é uma convicção...
Agora o sistema de recolha de embalagens vazias está mais agilizado já que se poderá proceder à entrega de embalagens vazias em qualquer altura do ano, em contraponto com as  datas estipuladas anteriormente (Maio e Outubro).
COLABORE... PONHA-SE EM CAMPO, POR AMOR À TERRA!

terça-feira, 1 de maio de 2012

HORTICULINÁRIA- Canónigos, por Catarina Lourenço*

História


Os canónigos (Valerianella locusta (L.) ou Valerianella olitoria (M.), distribuem-se naturalmente por terrenos cultivados em toda a Europa (sendo mais raros no extremo Norte). Florescem de Março a Junho, devendo-se colher, de preferência, antes da floração, já que as folhas são mais tenras e devido a que, após a floração, a planta se perca rapidamente.

É consumida há séculos como salada ou legume, tendo começado por ser cultivada como salada de inverno nos finais do século 18 / inícios do século 19. Só recentemente, por volta de 1980, é que começou a ser cultivada em maior escala para comercialização.

Há quem diga que o nome “canónigos” se deve a que se encontrassem canónigos em mosteiros, ou residências de padres.



Nomes comuns

Portugueses: alface-da-terra, alface-de-cordeiro, alface-cordeirinho, alface-de-coelho, valerianinha,  valeriana-hortense ou saboia

Ingleses*: lamb’s lettuce, corn salad, field salad

Franceses*: mâche, lanchette, boursette, bouche, clairette, coquille, doucette, galinette, grasse, herbe douce, laitue d’agneau, oreille de lièvre, salade de chanoine, salade de blé.

Italianos*: Soncino, valerianella, dolcetta, songino, gallinella, lattughella

* in http://www.fondation-louisbonduelle.org

Culinária

Ainda bastante desconhecidos na nossa mesa, os canónigos, com o seu sabor suave e delicado, são, sem dúvida, melhores quando consumidos em fresco, em saladas ou acompanhamento. No entanto, também se utilizam em sopas e tartes.


Nutrição

Há quem refira que os canónigos apresentam uma grande concentração de sais minerais como o cálcio, fósforo, potássio, magnésio e ferro e que são ricos em provitamina A e vitaminas B9 e C. São referidos também como sendo uma importante fonte de compostos antioxidantes como o ácido fólico e a luteína, e de ómega-3, relevantes para melhorar o sistema imunitário. Além disto, são compostos por cerca de 90% de água e têm apenas cerca de 20-25 calorias/100gr, o que os torna perfeitos para uma dieta  saudável.

No quadro seguinte, encontram-se os valores médios para 100 gramas de alimento não cozinhado, já que o processamento pode alterar alguns dados.


100g de canónigos frescos
Dose Diária Recomendada
Calorias
19
-
Proteínas
2g
-
Lípidos
0,4g
-
Glícidos
2g
-
Fibras
1,7g
30g
Vit. A (pro-vitamina)
4250 µg
4800 µg
Vit. B6
0,27mg
1,4mg
Vit. B9
160 µg
200 µg
Vit. C
38mg
80mg
Ferro
2,2mg
14mg
Sódio
4mg
-
Potássio
459mg
2000mg

Adaptado de Ciqual 1995,




Receitas

Alguns sites e blogs já apresentam algumas receitas de canónigos, embora, e como sempre, o limite seja a imaginação. Hoje, e em jeito de promessas de Primavera e tempo mais quente, ficam aqui algumas receitas originais de canónigos.



Salada Fresca de Canónigos: Misturar canónigos lavados e escorridos com ovo cozido, milho doce cozido e temperado com maionese caseira.










Salmão em Cama de Canónigos: Cortar um abacate, descascado, aos cubinhos e centrar. Posicionar rosas feitas com filetes de salmão fumado por cima do abacate e dos canónigos. Temperar com sumo de limão, tomilho seco e um fio de azeite virgem.









Salada Delícia de Canónigos: Num prato grande, colocar canónigos, pimentos vermelhos assados cortados em tiras, fatias de queijo camembert e fiambre de frango enrolado em forma de rosas. Temperar com azeite virgem e vinagre de cidra.











Canónigos à Serrana: Esmagar queijo de cabra fresco e temperar com alecrim, tomilho e orégãos secos, formando uma pasta. Barrar uma fatia de pão de centeio ligeiramente torrada com esta pasta, colocar os canónigos e pedaços de azeitonas pretas. Temperar com um fio de azeite virgem.





  



Canónigos à Camponesa: Barrar uma fatia de pão branco de trigo com maionese caseira. Posicionar os canónigos e o ovo cozido. Temperar com umas gotas de vinagre de ameixa.











* Catarina Lourenço - Colaboradora  http://www.blogger.com/profile/14752411433810543806